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Após ordens para matar rivais e policiais, operação em presídio no AP apreende celulares e armas

Polícia apreendeu 8 celulares na operação realizada dentro do cadeião do Iapen, em Macapá — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Polícia apreendeu 8 celulares na operação realizada dentro do cadeião do Iapen, em Macapá — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Policiais realizaram, nesta quarta-feira (15), uma operação dentro do cadeião do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) do Amapá, na Zona Oeste de Macapá, para repreender organizações criminosas. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão depois que agentes interceptaram ordens de líderes para matar rivais e também policiais.

Entre os materiais apreendidos estavam 8 celulares, drogas, armas brancas e também um caderno com anotações usadas por uma facção. O trabalho, que encerrou por volta das 13h, se concentrou nos pavilhões F1 e F2, que reúnem mais de 700 presos.

Delegado Estefano Santos falou ao JAP1 sobre a operação realizada nesta quarta-feira no Iapen; assista

Delegado Estefano Santos falou ao JAP1 sobre a operação realizada nesta quarta-feira no Iapen; assista

A operação, que foi comandada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), tinha como alvos 16 internos.

"Nos últimos dias surgiram várias ordens de matança no estado, conhecidas como ‘salves’. Essas ordens foram demandadas por integrantes de duas facções criminosas. Identificamos de onde estavam partindo essas ordens e estamos hoje recolhendo materiais. Partiram ordens para matar não só rivais mas também policiais", disse o delegado Estéfano Santos, titular da Draco.

Agente localizou aparelho celular no forro de um dos pavilhões — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Agente localizou aparelho celular no forro de um dos pavilhões — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Conforme a Polícia Civil, há um conflito instalado entre organizações criminosas no Amapá, como retaliação pela morte do filho de um líder. Houve um período de "trégua", mas os ataques e ameaças retornaram nas últimas semanas. A Draco conseguiu autorização da Justiça para analisar os conteúdos dos celulares apreendidos nesta quarta-feira.

"Tentavam de certa forma intimidar a segurança pública no estado. Estamos apurando a veracidade desses fatos, mas de fato existe uma guerra entre as facções. A gente não sabe até que ponto as ameaças chegam aos integrantes da segurança pública. Mas vamos apurar e responsabilizar essas pessoas", acrescentou o delegado.

Material apreendido vai subsidiar investigações— Foto: Polícia Civil/Divulgação

Material apreendido vai subsidiar investigações — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Santos considera o cadeião um "escritório do crime" em função das interferências que presos têm no que acontece fora dos limites da penitenciária.

"Infelizmente aqui é um ‘escritório’ do crime. Daqui partem não só essas ordens de homicídios, mas também de roubos que ocorrem na cidade. Identificamos essas lideranças e vamos reprimir essas ações criminosas", destacou.

A ação teve apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Bope deu apoio na operação — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Bope deu apoio na operação — Foto: Polícia Civil/Divulgação

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