Carregando...

Líder de facção criminosa preso no RJ captava novos integrantes e determinava quem morria no AP

Polícia prende chefe do tráfico do Amapá no Complexo da Maré nesta quinta-feira (14) — Foto: Bope/Divulgação

Polícia prende chefe do tráfico do Amapá no Complexo da Maré nesta quinta-feira (14) — Foto: Bope/Divulgação

Um dos líderes de uma facção criminosa do Amapá, que foi preso durante operação no Rio de Janeiro, atuava com o cadastro de novos integrantes e determinava quem morria, segundo a Polícia Civil. Durante a ação, nesta quinta-feira (14), houve troca de tiros com "guarda-costas" dele, armados com fuzis.

De acordo com a polícia, Alberto Magno da Silva Lobato tem 30 anos de idade e possuía 3 mandados de prisão em aberto por homicídio e mais um por tráfico de drogas. Ele estava escondido no Rio de Janeiro desde 2019.

Ele estava sendo investigado pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Amapá, há cerca de 6 meses.

"Ele tinha a função de basicamente fazer os cadastros de novos membros e também era responsável pelo chamado 'livro negro', ou seja, ele era quem decretava as mortes de membros rivais e até de membros da própria facção quando não obedeciam às ordens dele no Amapá", informou o delegado Estéfano Santos, da Draco.

Na operação desta quinta, cerca de 70 policias do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio de Janeiro atuaram na captura do investigado.

Prisão

Foragido foi capturado na Vila do João, pertencente ao Complexo da Maré, no RJ — Foto: Reprodução/TV Globo

Foragido foi capturado na Vila do João, pertencente ao Complexo da Maré, no RJ — Foto: Reprodução/TV Globo

As equipes fecharam toda a região do Complexo da Maré para prender o criminoso conhecido como "Imperador", que estava na Vila do João. De acordo com a Civil, ele tinha muitas alianças, tendo recebido uma escolta de homens armados com fuzis para defendê-lo.

Após a rendição, o foragido foi conduzido para um presídio estadual no Rio Janeiro. Ele deveria ser recambiado para o Amapá, entretanto, a Civil informou que representou pela transferência do preso diretamente para um presídio federal e aguarda a decisão.

"A gente não quer deixar que ele venha para o Amapá. É um indivíduo muito perigoso, a gente sabe que aqui não tem condições de deixar ele, então a gente quer que ele seja transferido para o presídio federal, ainda do Rio de Janeiro", justificou o delegado.

Ainda de acordo com a Draco, a prisão do "Imperador" faz parte do conjunto de ações desenvolvidas para combater o crime organizado no Amapá, que tem resultado em mortes de inocentes, entre eles crianças no mês de setembro.

A Civil estuda a transferência de 15 presos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) também para presídios federais. Na segunda-feira (11), uma operação isolou 12 deles, cada um em uma cela, em um novo pavilhão dentro do cadeião do Iapen.

SAIBA MAIS:

  • Suspeito de matar menina de 5 anos afirmou à polícia que alvo do tiro era um homem
  • Polícia atribui assassinato de duas crianças à guerra entre facções
  • Operação remaneja e isola presos investigados como mandantes de homicídios

Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá

ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:

200 vídeos


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*