Carregando...

Relembre últimas vezes que Força Nacional foi enviada para o AM; Tropas foram solicitadas após onda de ataques

Em 2017, Força Nacional foi acionada para atuar em Manaus após série de ataques de criminosos — Foto: G1 AM

Em 2017, Força Nacional foi acionada para atuar em Manaus após série de ataques de criminosos — Foto: G1 AM

Manaus e outras cidades do interior do Amazonas viveram uma série de ataques de criminosos desde o fim de semana. Nesta terça-feira (8), a situação está um pouco mais controlada, sem registro de ataques na capital, com um ataque a delegacia registrado no interior.

Após as diversas ocorrências da onda de violência, o Ministério da Justiça anunciou o envio de tropas da Força Nacional de Segurança a Manaus. Segundo o órgão, o efetivo deve chegar a partir desta quarta-feira (9).

LEIA MAIS:

  • FORÇA NACIONAL: ministro da Justiça anuncia envio da Força Nacional a Manaus
  • ONDA DE ATAQUES:O que se sabe o que falta saber
  • MADRUGADA VIOLENTA:Veja ataques que ocorreram na segunda-feira
  • TRANSPORTE: Após dois dias de serviço prejudicado, circulação de ônibus é normalizada em Manaus

O G1 listou as últimas vezes que a Força Nacional precisou ser acionada para atuar no Amazonas. Relembre os casos em que envios das tropas precisaram ser feitos ao estado:

Combate a crimes ambientais

Em janeiro de 2021, o Ministério da Justiça anunciou o envio da Força Nacional para atuar em apoio ao Governo do Amazonas em ações de combate aos crimes ambientais e tráfico de drogas.

O reforço foi anunciado para ser utilizado na Operação Arpão, na calha do Rio Negro e Solimões, por um período inicial de 45 dias.

Entenda o que motiva os ataques no Amazonas

Entenda o que motiva os ataques no Amazonas

A Operação Arpão faz menção à base de segurança fluvial instalado pelo governo na região conhecida como "corredor do tráfico" no Amazonas, na altura da cidade de Coari, no médio Solimões.

Crimes no interior do AM

O uso da Força Nacional de Segurança Pública também foi autorizado para atuar no interior do Amazonas em apoio à uma ação da Polícia Federal na região do Rio Abacaxis, no município de Nova Olinda do Norte, em agosto de 2020.

Semanas antes do envio das tropas da Força Nacional, pelo menos oito pessoas foram assassinadas na região, onde a Secretaria de Segurança Pública realizava operação para combate ao tráfico de drogas.

Os conflitos na cidade tiveram início no fim do mês de junho, depois que o secretário de Governo do Estado, Saulo Moyses Costa, foi baleado no Rio Abacaxis enquanto pescava.

Depois disso, a Secretaria de Segurança enviou equipes da Companhia de Operações Especiais para investigar a ação de uma suposta organização criminosa ligada ao tráfico de drogas que atua na área. Dois policiais foram mortos durante as ações.

Combate ao crime organizado, ao narcotráfico e aos crimes ambientais

Em julho de 2020, tropas da Força Nacional também haviam sido enviadas para o Amazonas para ações de combate ao crime organizado, ao narcotráfico e aos crimes ambientais na região da calha do Rio Negro e Solimões.

O uso da Força Nacional foi voltado para a 1ª Edição da Operação Arpão I, que fez menção à base de segurança fluvial instalado pelo governo na região conhecida como "corredor do tráfico" no Amazonas, na altura da cidade de Coari, no médio Solimões.

Rebelião e massacre em presídios

Em janeiro de 2017, presídios de Manaus foram palcos do maior massacre já registrado no estado. Na ocasião, 56 detentos foram mortos durante uma rebelião que durou 17 horas.

Durante a rebelião, presos da facção Família do Norte (FDN) invadiram uma ala do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em que ficavam presos por estupro que pertenciam ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As vítimas foram esquartejadas e decapitadas. Olhos, corações e vísceras foram jogados em carrinhos de levar comida e queimados. Os presos tinham facões, espingardas, pistolas e chegaram a trocar tiros com os policiais. Centenas conseguiram fugir.

Dez dias depois das últimas mortes em 2017, como medida para ajudar no reforço da segurança nas penitenciárias, mais de 100 homens da tropa Nacional chegaram a Manaus. O pedido foi feito pelo governo estadual ao federal.

A Força Nacional não atuou dentro das prisões, e sim no entorno delas, fazendo apoio às barreiras e ajudando a recapturar fugitivos, além de escoltar e guardar presos em deslocamento para tribunais.

Rebelião em 2019

Dois anos após a rebelião histórica, os presídios de Manaus viveram o segunda maior massacre do estado. Na ocasião, 55 detentos foram mortos em uma rebelião que durou 48 horas.

A Força Nacional ainda atuava nas unidades prisionais da cidade desde o ocorrido em 2017, após várias prorrogações da medida.

Onda de ataques em Manaus

Manaus viveu uma onda de violência entre o fim da noite de domingo (6) e a madrugada desta segunda-feira (7). Ao menos 33 pessoas foram presas. Além de Manaus, seis cidades do interior do Amazonas também registraram ataques.

Nesta terça-feira, depois de dois dias de serviço suspenso ou realizado de formal parcial, a frota do transporte coletivo de Manaus voltou a operar com 100% dos veículos. A vacinação para o público adulto de 54 anos foi retomada, bem como a repescagem do grupo de 59 a 55 anos.

Locais atacados por criminosos em Manaus desde domingo (6) — Foto: Arte G1

Locais atacados por criminosos em Manaus desde domingo (6) — Foto: Arte G1

Depois de dois dias de serviço suspenso ou realizado de formal parcial, a frota do transporte coletivo de Manaus voltou a operar com 100% dos veículos na manhã desta terça-feira (8).


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*