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Cheia recorde: Rio Negro se estabiliza em 30 metros em Manaus

Rio Negro atinge 30 metros e ultrapassa em 3 centímetros a maior enchente em 119 anos. Foto registrada no dia 1º de junho mostra nível da água na régua do porto de Manaus— Foto: Paulo Frazão/ Rede Amazônica

Rio Negro atinge 30 metros e ultrapassa em 3 centímetros a maior enchente em 119 anos. Foto registrada no dia 1º de junho mostra nível da água na régua do porto de Manaus — Foto: Paulo Frazão/ Rede Amazônica

O Rio Negro mantém os 30 metros em Manaus, nesta quarta-feira (9). Desde o dia 5 de junho, o nível da água está estável. O nível dos 30 metros em Manaus é o maior da história desde o início dos registros, em 1902.

De acordo com o boletim da Defesa Civil divulgado nesta quarta-feira, em todo o Amazonas, um total de 455.573 pessoas foram atingidas pela cheia.

  • FOTOS:Cheia do Rio Negro alcança recorde histórico em Manaus
  • ENCHENTE RECORDE:Rio Negro sobe e Manaus registra a maior cheia da história
  • VÍDEO:Entenda os fatores que levaram à enchente histórica

Rua no centro de Manaus interditada após ser inundada com a água do Rio Negro — Foto:SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Rua no centro de Manaus interditada após ser inundada com a água do Rio Negro — Foto: SANDRO PEREIRA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Em Manaus, pelo menos 15 bairros foram atingidos, de acordo com a Defesa. Em diversos pontos, a circulação de pessoas ocorre somente por meio de passarelas. O centro histórico registra vários pontos de alagamento. A Praça do Relógio e o prédio da Alfândega estão entre os locais mais atingidos.

A água do rio Negro também invadiu o local onde funcionava a mais tradicional feira da capital, a Manaus Moderna. Como isso, os feirantes foram transferidos para uma balsa.

Comerciantes relatam prejuízos. Lojistas tiveram os estabelecimentos alagados, mesmo com as contenções para impedir a entrada da água.

Maiores cheias do Rio Negro

  • 2021 - 30 m
  • 2012 - 29,97 m
  • 2009 - 29,77 m
  • 1953 - 29,69 m
  • 2015 - 29,66 m
  • 1976 - 29,61 m
  • 2014 - 29,50 m
  • 1989 - 29,42 m
  • 2019 - 29,42 m
  • 1922 - 29,35 m
  • 2013 - 29,33 m

A previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) era que o rio chegasse à cota máxima de 30 metros A expectativa é que, agora, o nível do rio comece abaixar. De acordo com o órgão, abaixo dos 27 metros o nível do rio é considerado patamar normal para a cheia.

Moradores de Manaus enfrentam ruas alagadas e lixo acumulado na região central da cidade de Manaus (AM) — Foto: NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO

Moradores de Manaus enfrentam ruas alagadas e lixo acumulado na região central da cidade de Manaus (AM) — Foto: NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO

Cidades em situação crítica

Em praticamente todo o Amazonas, a cheia causa inundações. De acordo com dados da Defesa Civil, mais de 400 mil pessoas estão afetadas. Das 62 cidades, 48 estão em situação de emergência.

Em Parintins, por exemplo, o Rio Amazonas já registra a maior cheia da história. Ruas principais da cidade registram pontos de alagamento. Nas comunidades rurais, produtores contabilizam perdas de safras inteiras por conta da inundação das produções.

Em Itacoatiara, vários bairros da cidade estão com as ruas inundadas desde o mês de março. Por conta disso, comerciantes relatam aluguéis atrasados e mercadorias estragam em contato com a água.

Em Manacapuru, na Região Metropolitana, a cheia também é considerada histórica. O Rios Solimões atingiu a marca de 20,82 metros, superando em quatro centímetros o recorde de 2015. (Veja o vídeo abaixo).

Já em Anamã, a situação é ainda mais crítica. O município, a 165 quilômetros de Manaus, recebeu uma balsa hospital para atender a população depois que a subida do rio Solimões alagou o Hospital Francisco Salles de Moura e os atendimentos foram suspensos. São 9.570 pessoas afetadas.

Em Manacapuru, rio Solimões registra marca histórica

Em Manacapuru, rio Solimões registra marca histórica

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