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Passageiros relatam dificuldade para registrar boletins de ocorrência após assaltos a ônibus em Salvador

Passageiros relatam dificuldade de prestar queixa após assalto a ônibus em Salvador

Passageiros relatam dificuldade de prestar queixa após assalto a ônibus em Salvador

Passageiros relatam dificuldade para registrar um boletim de ocorrência após assaltos a ônibus em Salvador. Ao menos quatro ônibus foram assaltados na capital baiana na manhã desta segunda-feira (8) e três deles ocorreram em um intervalo de cerca de duas horas.

O cobrador Edson Conceição explicou que ele e o motorista precisa fazer a queixa após o assalto, mas nem sempre os passageiros estão dispostos a ir na delegacia.

"A maioria não que ir para a delegacia prestar queixa e nós vamos sozinho. Aí muitas vezes, como eles não mexem no cobrador, fica sem registrar queixa", afirmou o cobrador.

A demora no atendimento, a distância do local da ocorrência e a falta de estrutura são os motivos que mais desmotivam os passageiros.

"Em Pau da Lima você tem que ir umas três vezes para a delegada titular conseguir assinar, porque lá só tem uma delegada titular e não funciona muito bem", relatou a vendedora Rosimeire Neves.

Segundo um levantamento da Concessionária Integra, responsável pelo transporte público em Salvador, os assaltos a ônibus costumam ocorrer entre 6h e 8h, quando muitas pessoas estão a caminho do trabalho.

"As vezes a gente chega, o delegado não está presente para assinar o B.O., então a gente tem que retornar outro dia para pegar. Aí muitas vezes por causa dessa demora, a gente deixa de fazer o boletim de ocorrência", confessou a secretária executiva Daniele Nobre.

Casos foram registrados no Grupo Especial de Repressão a Roubos a Coletivos (GERRC), em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Casos foram registrados no Grupo Especial de Repressão a Roubos a Coletivos (GERRC), em Salvador — Foto: Reprodução/TV Bahia

Nesta terça-feira, entre 5h e 7h, ao menos quatro ônibus foram assaltados em Salvador. Os crimes aconteceram na Vista Alegre, Aquidabã, Avenida ACM e Ladeira do Cacau.

Todos os motoristas, cobradores e passageiros foram prestar o boletim de ocorrência no Grupo Especial de Repressão a Roubos em Coletivos (GEERC).

"A estrutura do GEERC precisa melhorar a nível de atendimento, porque só tem um policial para registrar o boletim de ocorrência nas primeiras horas e ele não tem condições de atender todas as pessoas de uma vez, tem que ser gradativamente", afirmou o rodoviário Gildo Ribeiro.

O grupo conseguiu registrar o roubo na delegacia uma hora depois de chegar ao local. Todos saíram com um protocolo, já que o delegado não estava na unidade.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), qualquer pessoa que seja vítima de furtos ou roubos dentro de ônibus podem registrar o crime na delegacia digital. A exceção é para homens adultos que também sofram violência física no momento do assalto. Nesse caso, o registro tem que ser feito no GEERC.

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