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Família de pacientes da BA que precisam de transferência relatam preocupação com demora em regulação: 'Estão nos negando'

Família de dois pacientes reclama de falta de regulação para tratamentos na Bahia

Família de dois pacientes reclama de falta de regulação para tratamentos na Bahia

Famílias de pacientes internados em Salvador relatam dificuldade na regulação para tratamento de saúde. Um bebê de 5 meses aguarda, desde que nasceu, por uma transferência para unidade de saúde para realizar tratamento neurológico raro. Os pais da criança são de Itabuna, sul da Bahia.

Dylan Damasceno nasceu prematuro de seis meses em fevereiro deste ano, na Maternidade José de Magalhães Netto, na capital baiana, e ainda não foi para casa com os pais. Ele segue internado desde então. Segundo o pai dele, a criança precisa com urgência de um tratamento neurológico oferecido em apenas três unidades de saúde.

“Ele precisa de um tratamento que a regulação está negando. É um tratamento caro, que só tem no hospital Martagão, Hospital das Clínicas e Roberto Santos, segundo informações da maternidade. A maternidade está pedindo todos os dias a vaga e eles estão nos negando” detalha Dey James Damasceno.

Uma liminar da 1ª Vara da Infância e Juventude de Itabuna deu prazo de 10 dias para que o estado disponibilize a transferência da criança para hospitais especializados no tratamento. Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) informou que as vagas surgem mediante a disponibilidade de um leito em unidades hospitalares que ocorreram mediante alta ou óbito.

"O juiz acaba de dar a liminar concedendo a transferência do Dylan. Agora, a gente tem que aguardar, em torno de 10 a 15 dias, que é o tempo que a maternidade tem para viabilizar o melhor local para ele", disse.

A Sesab detalhou que o caso foi judicializado e, portanto, está a cargo da Procuradoria Geral do Estado (PGE-BA). Enquanto isso, o paciente segue assistido na maternidade de José Maria de Magalhães.

Enquanto a família espera pela transferência, a mãe da criança está em Salvador, morando em uma pousada, para acompanhar o filho. Já o pai precisa deixar Itabuna, uma vez por semana, com destino a capital baiana. Itabuna fica no sul da Bahia e a cerca de 435 km de Salvador.

Dylan tem 5 meses e ainda não foi para casa com os pais. Ele aguarda por uma transferência para tratamento— Foto: Reprodução/TV Bahia

Dylan tem 5 meses e ainda não foi para casa com os pais. Ele aguarda por uma transferência para tratamento — Foto: Reprodução/TV Bahia

Outro caso

A família de Cazemiro Barbart, de 73 anos, também relata demora na regulação de saúde. Ele está internado há 10 dias na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Barris, na capital. Ele foi diagnosticado com insuficiência cardíaca e aguarda por um leito clínico em hospital.

De acordo com a Sesab, a Central Estadual de Regulação segue em busca de uma vaga que atenda as necessidades de assistência médica do paciente.

“A gente não sabe se vai hoje, amanhã, daqui um mês, se ele vai conseguir esperar. Ele era muito ativo, ele corria na orla. Aos poucos ele foi ficando menos ativo com dificuldade para pequenas atividades”, conta a filha Gabriela Barbat.

Ainda por meio de nota, a Sesab esclareceu que as famílias devem manter contato com o serviço social da unidade de saúde. Além disso, informou que a Central de Regulação não cria vagas, apenas faz a gestão dos leitos disponibilizados pelas unidades de saúde.

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