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Advogado finge ser delegado, ameaça clientes em bar e acaba preso no DF - Notícias - R7 Brasília

O advogado Felipe Lopes Franca, 31 anos, acusado de ameaçar clientes em um restaurante na Asa Norte, em Brasília, e de se passar por delegado da Polícia Federal, deixou a prisão no último sábado (16). Ele havia sido preso em flagrante pela Polícia Militar na noite da última quinta-feira (14). 

Naquela data, por volta das 22h10, a corporação recebeu denúncias de que havia um homem armado em um dos estabelecimentos do complexo Mané Vírgula, um espaço próximo ao Ginásio Nilson Nelson. Franca coagia e ameaçava outros fregueses, mostrando a arma que tinha na cintura.

Quando os militares chegaram ao local, abordaram o suspeito e o conduziram a uma área reservada. Ao ser questionado se estaria armado, ele teria dado respostas desconexas. Os policiais viram a arma na cintura do homem e mandaram que ele levantasse os braços. Ele estava com pistola com 17 munições intactas.

O documento da arma estava no carro dele, mas se referia apenas à posse, e não ao porte. Franca disse aos militares que era advogado e "CR", sigla para "certificado de registro", documento emitido pelo Exército que possibilita, por exemplo, a aquisição de arma de fogo como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador). De acordo com o registro policial, Franca estava "muito alcoolizado".

Ele foi levado para a 5ª Delegacia de Polícia (Setor de Grandes Áreas Norte). Lá, ele teria desacatado os policiais com ofensas. Franca teria resistido à prisão, se debatendo no chão para não ser algemado. De acordo com a polícia, foi preciso usar a força para contê-lo.

Franca passou por uma audiência de custódia no sábado, quando afirmou que foi agredido pelos policiais. Diante disso, o juiz Mario José de Assis Pegado, da 7ª Vara Criminal de Brasília, decidiu conceder a liberdade provisória ao advogado, que vai responder pelo porte ilegal de arma, desacato e falsa identidade.

Ele não pode deixar Distrito Federal por mais de 30 dias sem avisar a polícia. Se descumprir a decisão, terá a prisão preventiva decretada. O magistrado ainda determinou que o resultado do exame de corpo de delito fosse enviado à corregedoria da PM para apurar as acusações de agressão. O caso tramita em segredo de Justiça.


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