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Bolsonaro defende recriação do Ministério da Indústria e do Comércio - Notícias - R7 Brasília

Em evento com empresários, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer, nesta quarta-feira (22), que pretende recriar o Ministério da Indústria e do Comércio, com um representante do setor no comando da pasta, segundo comunicado divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

"Muitas cadeias produtivas foram afetadas, mas a nossa economia não parou em 2020, sobretudo por programas como o Pronampe e o auxílio emergencial. Em 2021, os senhores criaram mais empregos do que em anos sem a pandemia, como 2014 e 2015", disse Bolsonaro, que argumentou ser importante ter o olhar voltado aos setores tão impactados pela Covid-19.

No mês passado, o chefe do Executivo afirmou que pretendia encaminhar ao Congresso Nacional proposta para recriar o ministério ainda neste ano. "Uma vez havendo uma outra oportunidade, ainda no presente ano, vai estar nas mãos do [Arthur] Lira [presidente da Câmara dos Deputados] a recriação da Indústria e Comércio", declarou.

O antigo ministério foi fundido às pastas da Fazenda e do Planejamento no governo Bolsonaro. Na época, a fusão foi alvo de críticas de entidades, como a Confederação Nacional da Indústria. Lira, por sua vez, elogiou a promessa de recriação feita pelo presidente.

No evento, Bolsonaro defendeu, ainda, a independência do Banco Central. "Hoje temos um PIB fantástico e subimos para a 10ª economia do mundo. Quem leva isso para a frente são vocês. Meu trabalho é não atrapalhar", disse.

Em 2021, porém, o chefe do Executivo anunciou vias redes sociais a sanção da lei que garante a autonomia do Banco Central. A iniciativa prevê que os mandatos do presidente e dos diretores da instituição tenham vigência não coincidente com o do presidente da República. Atualmente, o presidente pode indicar pessoas para esses cargos a qualquer momento.

A possibilidade de autonomia do BC já é discutida há 30 anos. Trata-se de uma das iniciativas consideradas prioritárias na retomada do crescimento dentro da agenda liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes.

As declarações foram dadas por Bolsonaro no evento Agenda Institucional do Sistema Comércio, organizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A entidade apresentará sugestões para o desenvolvimento dos setores.

De acordo com a CNC, que agrupa mais de mil sindicatos de diversos segmentos e representa cinco milhões de empresas que geram 25 milhões de empregos no país, a agenda é uma ferramenta permanente e colaborativa que indica pautas prioritárias aos setores do comércio de bens, serviços e turismo.


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