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Financiamento do Auxílio Brasil não pode ser com calote, diz Alessandro Molon

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (22), o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) afirmou que a oposição defende um programa social para os vulneráveis, mas que não pode ser financiado a partir de um calote.

“Antes o governo precisa explicar os números e encontrar outra forma de financiar o Auxilio Brasil, que nós da oposição defendemos com valor maior sim. Afinal, foi graças ao Congresso e contra a vontade do governo que o valor que era de R$ 200 no ano passado [do auxílio emergencial], foi ampliado primeiro para R$ 500 e depois para R$ 600. Quando o governo viu que já tinha perdido a batalha, acabou cedendo e permitindo esse aumento de R$ 600”, disse o deputado.

“Queremos o aumento do valor e garantir a sobrevivência dos brasileiros que nessa desastrosa condução da economia estão comprando ossos para fazer sopa para sobreviver. [Mas] A maneira de financiar isso não pode ser o calote em quem tem direitos a receber na Justiça.”

Molon se refere à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, que soluciona a dívida da União em sentenças judiciais e também abrirá espaço para o financiamento do novo programa social do governo, o Auxílio Brasil.

Nesta quinta (21), a comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta aprovou, por 23 votos a 11, o relatório do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Agora, a matéria será encaminhada para análise do plenário da Câmara.

“Essa PEC dos Precatórios é uma vergonha. Os brasileiros que passam 20, 30 anos para ter os seus direitos reconhecidos pelo Judiciário brasileiro quando vão receber ouvem do governo que não vai ser pago, vai adiar ou vai pagar 60% do que deve. É inaceitável”, falou Molon.


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