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Mercado opera com crise fiscal no Brasil e número de vagas de empregos nos EUA

O mercado financeiro começa nesta sexta-feira (5) ainda de olho na crise fiscal, que deixou a bolsa brasileira na lanterna do mundo.

Os mercados abriram em alta repercutindo a decisão do banco central americano na quarta-feira (3). Investidores também analisam os dados do payroll, que acabaram de sair e mostraram que os Estados Unidos criaram 604 mil vagas em outubro, acima da expectativa do mercado, que previa criação de 400 mil empregos.

Ainda nos Estados Unidos, o mercado fica de olho na votação do pacote de infraestrutura de Joe Biden, que pode acontecer na manhã de hoje.

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda após um novo calote de uma incorporadora, a Kaisa Holdings, segunda maior emissora de títulos em dólar, só atrás da Evergrande. A notícia acendeu mais uma vez o alerta sobre crise no setor imobiliário chinês.

Na Europa, destaque para a decisão inesperada do BC da Inglaterra. O presidente do BC inglês falou há cerca de um mês que a inflação estava pressionada, sugerindo que poderia haver alta de juros à frente, mas ontem decidiu manter os juros em 0,10%, surpreendendo o mercado. A libra teve a maior queda desde outubro.

Brasil

A bolsa segue descolando das máximas lá fora. O Ibovespa caiu mais de 2% ontem, fechando na menor pontuação no ano, perto dos 103 mil pontos.

Também ontem, partidos sinalizaram que iam tirar o apoio à PEC dos Precatórios na votação em segundo turno na Câmara e o mercado reagiu de forma negativa.

Analistas avaliam que é ruim com a PEC, mas pior sem ela porque a pior alternativa para o mercado sempre é ficar no escuro. Mesmo que a PEC represente fragilização das contas públicas e gastos estourados, investidores não gostam de incerteza e temem soluções piores.

Como resultado, a bolsa, que perdeu os 115 mil pontos depois que ficou claro que o teto seria furado, se aproxima dos 100 mil pontos com a total falta de perspectiva.

Inclusive, ontem repercutiu no mercado reportagem da Bloomberg dizendo que com a bolsa brasileira na lanterna dos índices globais, o Brasil virou um destino para os caçadores de pechinchas.

O texto destaca que o fluxo aumentou depois que o JP Morgan avaliou que o mercado brasileiro está chegando ao fundo do poço, oferecendo provavelmente o melhor ponto de entrada “que encontraremos em breve”.

Outro destaque no cenário doméstico é o leilão do 5G. Com arrecadação de pouco mais de R$ 7 bilhões até ontem, já é o segundo maior leilão da história, só atrás do pré-sal. O ágio médio foi de 250%, ou seja, o valor ficou 250% acima do mínimo previsto pela Anatel.

Telefônica, Tim e Claro arremataram blocos na faixa mais disputada, de 3,5 ghz. Mas operadoras novatas também se destacaram como Cloud2you, Unifique e a Winity, assim como nomes conhecidos no mercado de banda larga por fibra ou com operação móvel em algumas regiões — Brisanet, Copel Telecom e Sercomtel. O leilão continua hoje.

Agenda do dia

Agenda vazia aqui no Brasil. Lá fora, além do payroll, o Fed divulga dados de crédito ao consumidor às 16h.

 

 


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