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Caixa aumenta taxa de financiamento imobiliário

A Caixa Econômica Federal elevou a taxa de juros de uma de suas principais linhas de financiamento imobiliário. De acordo com simulações feitas no site do banco, a taxa cobrada no financiamento para clientes com relacionamento com a Caixa e conta-salário subiu de 7,35% em outubro para 8% em novembro.

O aumento foi observado na modalidade de financiamento com Taxa Referencial. Nessa linha de crédito, o cliente paga uma taxa de juros pré-definida, mais a TR, que atualmente está zerada. Essa é a linha de crédito mais usada pelos clientes que buscam crédito imobiliário.

A CNN entrou em contato com a Caixa para confirmar o reajuste e questionar se há aumentos previstos em outras linhas. O banco confirmou apenas que uma das linhas de financiamento de fato será reajustada, mas disse que em breve enviará uma nota oficial detalhando o aumento.

Com o aumento da taxa, de 7,35% para 8,00%, um comprador pagaria R$ 43 mil a mais para financiar um imóvel de R$ 700 mil, com entrada de R$ 270 mil. A simulação foi feita por Daniele Akamine, especialista em direito imobiliário, e o cálculo considerou um prazo de 360 meses.

A Caixa foi o último dos grandes bancos a realizar o reajuste dos juros do financiamento imobiliário após as recentes altas da taxa Selic. Até março deste ano, a taxa básica de juros estava em 2%, de lá para cá, teve seis reajustes seguidos e atualmente está em 7,75% ao ano.

A advogada também levantou as taxas praticadas em julho e em novembro nos cinco maiores bancos do país.

Qual linha escolher

Entre as opções de financiamento disponíveis — TR, poupança, IPCA e prefixada —, Daniele Akamine avalia que a mais vantajosa é a taxa com correção da TR.

“Mesmo com esse aumento na taxa de juros, o financiamento corrigido pela TR ainda é a melhor opção, pois se mantém a previsibilidade no valor das parcelas, bem como no saldo devedor.”

A especialista explica que, no atual cenário de aumento de juros, as opções corrigidas pela poupança e pelo IPCA podem ser mais arriscadas.

A poupança rende 70% da Selic, portanto a modalidade atrelada à caderneta deve ficar mais cara diante das previsões de aumento dos juros — economistas já falam em uma Selic de 11% no ano que vem. E a inflação vem superando as expectativas.

“Já a modalidade prefixada é até mais previsível do que o financiamento com TR, mas a taxa balcão [para clientes sem relacionamento] está em 9,75% na Caixa. Como a TR está zerada desde setembro de 2017, a linha corrigida pela TR vale mais a pena hoje”, explica Daniele.

A especialista observa ainda que a cada um ponto percentual de redução na taxa de juros do financiamento imobiliário, cerca de 1 milhão de famílias se tornam elegíveis ao financiamento. “Quando a taxa aumenta, por outro lado, menos pessoas têm acesso ao crédito para compra da casa própria”, finaliza.


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