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Quem é Affonso Pastore, ex-presidente do BC que vai assessorar Sergio Moro

O economista Affonso Celso Pastore confirmou à CNN que será o assessor do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro, agora candidato à Presidência em 2022 pelo Podemos.

Pastore assumiu a presidência do Banco Central do Brasil (BCB) em setembro de 1983, durante o governo João Figueiredo, no fim do período militar. Permaneceu no cargo até março de 1985.

O novo assessor de Moro nasceu na cidade de São Paulo no dia 19 de junho de 1939. É graduado e pós-graduado em Economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), onde também realizou sua Livre Docência.

Segundo a analista de Economia da CNN Brasil Raquel Landim, Pastore é uma referência para uma geração de economistas formuladores das políticas econômicas do Brasil nos últimos tempos. E muito presente no cenário político.

De acordo com a apuração de Landim, Pastore não possui intenções de ocupar um cargo público em um eventual governo Moro.

Pastore iniciou sua vida pública em 1966, durante a gestão do governador Laudo Natel, tornando-se assessor do então secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Antônio Delfim Neto, seu ex-professor na FEA.

No ano seguinte, Delfim Neto foi chamado para o cargo de ministro da Fazenda, e Pastore integrou seu time de assessores.

Entre 1967 e 1973, participou da assessoria conjunta dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, com sede no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), ligado ao Ministério do Planejamento.

Em 1968, integrou a delegação do governo brasileiro na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizada em Washington.

Pastore assumiu a coordenação de pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas (IPE), da USP, em 1970, ano no qual também coordenou o grupo de pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Os anos 1970 foram marcados pela trajetória na vida pública e o início da carreira acadêmica como professor.

Ele assumiu o cargo de secretário dos Negócios da Fazenda de São Paulo em 1979, durante a gestão do governador José Maria Marin.

Durante sua gestão como secretário, está a polêmica envolvendo o estouro no orçamento do estado causado pelos gastos da Paulipetro, em 1983. Pastore eximiu-se de responder pelo caso, e deixou a secretaria em março daquele mesmo ano.

Ele atribuiu a culpa ao então secretário da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, Osvaldo Palma.

Banco Central

Em agosto de 1983, a convite do ministro da Fazenda, Ernâni Galveias, Affonso Pastore assumiu a presidência do Banco Central.

A economia daquela época passava por um choque de realidade da dívida externa, ocasionada pelo endividamento da década anterior e pelo segundo choque do petróleo, em 1979.

Assim como no cenário atual, Pastore teve que lidar com a inflação, estabelecida pela forte desvalorização da moeda nacional, e medidas monetárias para conter a alta dos preços.

De acordo com o Centro de Pesquisa e Documentação da FGV (CPDOC), a condição de presidente do Banco Central direcionu Pastore à participação no Conselho Monetário Nacional (CMN) e no conselho de administração do Banco do Brasil.

Assim como participou como representação do Brasil junto a instituições internacionais, como o FMI, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) e o Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD).

Após deixar o BC em 1985, o economista dedicou-se à iniciativa privada e montou uma consultoria.


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