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Confira 6 dicas para fazer boas compras durante a Black Friday

As promessas de grandes descontos na Black Friday podem até ser tentadoras, mas sem um planejamento, os consumidores podem extrapolar nas compras e comprometer o orçamento do fim do mês.

Para ajudar a fazer boas compras durante o evento, que acontece nesta sexta-feira (26), o CNN Brasil Business conversou com especialistas em educação financeira e listou 6 dicas. Confira:

Faça uma lista do que precisa comprar

Para separar aquilo que o consumidor realmente precisa daquilo que ele compraria por conveniência, Patrícia Palombo, diretora de investimentos e especialista em educação financeira, sugere que seja elaborada uma lista de compras.

Segundo ela, isso ajuda a não tomar decisões por impulso ou por medo de ficar de fora de promoções, no chamado “efeito manada”.

“Grande parte da nossa decisão de compra é emocional, então, quando colocamos no papel aquilo que precisamos, de fato, acabamos tirando um pouco a emoção na hora de compra”, diz.

Avalie o orçamento e lembre das despesas do ano que vem

Com a proximidade do recebimento do 13º salário e promoções estimulantes, o consumidor pode ficar com a falsa sensação de que qualquer compra cabe no seu bolso. Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é necessário avaliar o orçamento pensando nas obrigações do ano que vem.

“É importante se planejar para não complicar o orçamento com a Black Friday. Logo depois da data, chega a hora de pagar o IPTU, o IPVA, a matrícula escolar, o plano de saúde. E dessas contas não dá para se livrar”, diz a entidade.

Patrícia Palombo diz que não é preciso consumir alguma coisa somente porque se trata da Black Friday. “Se a pessoa não comprar nada, o desconto é ainda maior”, brinca.

Monitore e compare os preços antes de fechar o negócio

Monitorar e comparar os preços durante a Black Friday é uma das principais estratégias para fazer boas compras, segundo Gisele Paula, co-fundadora do Reclame Aqui e CEO do Instituto Cliente Feliz.

“O ideal é sempre ir monitorando os preços antes da Black Friday, para que os consumidores consigam ter noção dos valores antes da data”, explica Gisele.

Acompanhar os preços dos produtos desejados ao longo do ano é uma boa alternativa porque faz com que o consumidor não seja enganado.

Porém, para quem não conseguiu fazer isso, sites de comparação de preços podem ajudar a mostrar os valores de determinados itens durante um período e se ele teve aumento de preço antes da Black Friday.

Fique atento aos golpes

Com a rápida propagação de mensagens pelo WhatsApp e a facilidade de transações por ferramentas como o Pix, tentativas de fraudes e golpes durante a Black Friday podem ser comuns.

“Verifique no site se são informados os dados da empresa, como endereço físico, telefone, e-mail, CNPJ e nome. Também é recomendável consultar o CNPJ da empresa no site da Receita Federal para verificar a data de criação e a situação da empresa, além de outros dados”, recomenda o Procon-SP.

O órgão também disponibiliza uma lista de sites de empresas que são más fornecedoras e não são confiáveis.

Veja qual o tipo de desconto

Verificar o tipo de desconto também é uma estratégia útil para que o consumidor não seja ludibriado acerca daquilo que está economizando, avalia Patrícia Palombo.

“Por exemplo, algumas lojas oferecem descontos excelentes na Black Friday, mas, na verdade, são promoções de modelos que estão saindo de linha. Isso pode prejudicar os consumidores caso precisem fazer reparos no produto”, afirma.

Patrícia também cita como exemplo os descontos de cashback, em que o consumidor recebe parte do dinheiro de volta, utilizado em algumas lojas. “Se entrou na loja e viu que tem cashback, verifique o preço sem ele, porque muitas vezes só está ali para dar uma falsa sensação de ressarcimento de parte do seu dinheiro”.

Verifique se realmente precisa do produto

Antes de comprar um produto, pondere se ele realmente é necessário. Cássia D’Aquino, especialista em educação financeira, afirma que é sempre útil avaliar a qualidade, durabilidade e até a sustentabilidade do que se pretende consumir.

“O consumo deve ser precedido por uma avaliação das escolhas que estão sendo feitas com o dinheiro”, avalia.


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