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"Não haverá aumento de juros no crédito imobiliário", diz presidente da Caixa

Em entrevista à CNN na tarde desta quinta-feira (13), o presidente da Caixa Econômica Federal afirmou que o foco do banco é o crédito imobiliário e que não há previsão de aumento nas taxas de juros nessa linha.

“Aquele aumento na taxa de juros que anunciamos uns meses atrás no crédito imobiliário, ele já refletia esse aumento esperado [na taxa de juro]. Nós olhamos a curva de juros futuro de 8 anos, e na verdade houve uma redução de mais de 1% nos últimos dois meses, e por consequência, nós não temos expectativa de aumento de taxa de juros”.

Pedro Guimarães antecipou ainda que a Caixa bateu recorde no financiamento imobiliário e projetam crescimento de 10% nessa linha para 2022. “Em 2020 e 2021 tivemos um recorde de crédito imobiliário, um recorde significativo, que vamos anunciar ainda com mais detalhes. E, mais do que isso, esperamos crescer em 2022 pelo menos 10% do crédito imobiliário.”

Ainda de acordo com o presidente do banco, mesmo o IPCA ter sido maior que o esperado, não houve aumento significativo na inadimplência na linha de crédito que usa o índice. “Não havia uma expectativa de aumento de IPCA nesse nível, mas sim, a inadimplência nessa linha aumentou um pouco, mas nada relevante”, disse.

Guimarães ressaltou que crédito imobiliário é o foco do banco e que a carteira de crédito imobiliário é que tem a maior garantia, tirando o consignado. “Porque você tem a garantia do imóvel. Temos quase R$ 1,5 trilhão em imóveis [via garantia de crédito imobiliário]. Tentamos o máximo possível uma renegociação para o consumidor não perder o seu imóvel”, afirmou ao comentar sobre inadimplência.

Segundo o presidente da Caixa, hoje o banco tem uma inadimplência próxima ao que tinha em 2019, mesmo após o impacto da pandemia. “Em 2020, enquanto todo mundo botou o pé no freio no crédito imobiliário, nós ampliamos. E isso foi muito importante, porque naquele momento teria desorganizado o setor. Foi muito acertado que demos pausas para 2,5 milhões de famílias. Naquele momento havia uma sensibilidade grande, porque tínhamos basicamente metade da nossa carteira pausada”, relatou.

“Hoje o retrato da carteira de crédito da Caixa é muito forte, saudável, e não vemos necessidade relevante de aumento de provisão. Pelo contrário, a operação de credito imobiliário continua forte e nós vemos mais um ano de recorde. com demanda muito forte, em especial em relação a 2021 e 2020.”

Outras linhas

Pedro Guimarães afirmou ainda que outro foco da Caixa são as Micro e Pequenas empresas (MPE´s). “A Caixa não foca em grandes empresas. Nosso foco é MPE”. Segundo ele, nessa linha, há a garantia pelo Pronampe e pelo Fampe. “Aí a gente não vai perder dinheiro.” Além disso, o banco também atua com linhas de crédito para estados e municípios com garantia do Tesouro Nacional e do Fundo de Participação de Estados (FPE) e Municípios (FPM). “Ou seja, mais de 90% da carteira de crédito da Caixa Econômica tem garantia real.”

Guimarães afirmou também que o banco pretende aumentar na parte de cartões de crédito. “A Caixa tem mais de 100 milhões de cartões de débito, mas com menos de 10 milhões de cartão de crédito. Mas isso também reduz muito o problema de inadimplência, já que a inadimplência vem nas taxas maiores, como o rotativo do cartão de crédito.”

*Publicado por Ana Carolina Nunes


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