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Estiagem e altas temperaturas no Sul vão encarecer preço dos alimentos, diz Abag

A estiagem e as altas temperaturas registradas na região Sul do país vão impactar a produção de grãos – em especial o milho e a soja – e isso fará com que o preço dos alimentos sofra aumento.

Esta é a avaliação do diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio, Eduardo Daher, em entrevista à CNN Rádio. Ele explica que há uma “tempestade perfeita” em andamento, que começou no ano passado.

“Tivemos um ano atípico em 2021, com a pandemia, uma geada que afetou café e cana no Sudeste, além da crise hídrica e agora essas temperaturas absurdas.”

Segundo Daher, no Rio Grande do Sul, a estimativa é de perda de R$ 20 bilhões de grãos e outros R$ 24 bilhões no Paraná.

O diretor-executivo informou que a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) levantou que há perda de 7 milhões de toneladas de grãos até aqui. “Isso é muito grave, mas, ainda assim, o agronegócio foi um tremendo sucesso em 2021, com faturamento superior a R$ 1 trilhão.”

Toda a situação traz “inflação embutida”. “O mercado de commodities tanto internacional quanto nacional já identificaram essas perdas e uma redução da oferta, com ela, a consequência natural é que haja aumento de preços.”

“Espero que esse aumento não seja muito grande, mas o problema, quando fala em grãos como soja e milho, é que eles são matéria-prima para ração animal, vai impactar preço de frango, suíno e bovino.”

Eduardo Daher avalia que “estamos ainda no meio da tempestade” e não dá para prever com certeza a extensão do prejuízo por causa disso.

“Vamos torcer para São Pedro olhar com carinho, no fim de semana deve ter reversão do quadro, segundo previsões meteorológicas.”


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