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Petróleo fecha em alta, com menor temor por Ômicron e termina semana com ganhos

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta (14) encerrando uma semana de ganhos para o barril marcada por uma menor preocupação com os impactos da variante Ômicron do coronavírus para a demanda.

No atual estágio, uma nova liberação de reservas é discutida por países consumidores, com destaque para a China, que registrou um aumento nas importações de petróleo em dezembro.

O petróleo WTI com entrega prevista para fevereiro fechou em alta de 2,07% (US$ 1,70), a US$ 83,82 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para março subiu 1,88% (US$ 1,59), a US$ 86,06 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na semana, os contratos mais líquidos acumularam ganho de 6,23% e 5,27%, respectivamente.

Na avaliação de Edward Moya, analista da Oanda, o mercado de petróleo permanecerá muito apertado este ano e provavelmente nos próximos anos, já que a maioria das empresas de energia não está investindo em novos projetos de perfuração maciços.

O número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA subiu 11 na última semana, a 492, informou hoje a Baker Hughes.

Na visão de Moya, o presidente dos EUA, Joe Biden, pode recorrer a outro lançamento de reservas estratégicas (SPR, na sigla em inglês) e, embora isso não resolva nenhum problema, pode enviar o WTI para o nível de US$ 80.

Hoje (14), a Reuters publicou que a China vai liberar petróleo de suas reservas perto do feriado do ano-novo lunar, que começa em 1 de fevereiro, como parte de um plano coordenado pelos EUA com outros grandes consumidores para ajudar a reduzir os preços globais da commodity.

Se o barril de petróleo estiver acima de US$ 85, a China liberará uma fatia maior de suas reservas, disse uma das fontes.

Com a balança comercial do país divulgada hoje, o Commerzbank nota que a China importou significativamente mais petróleo em dezembro.

Como relatado, as importações subiram para uma alta em nove meses de 10,87 milhões de barris por dia no mês passado, o que as colocou quase 20% mais altos do que em dezembro anterior, lembra o banco alemão.

Na semana, a Capital Economics nota que o petróleo subiu, aparentemente com otimismo de que o impacto na demanda por transporte da onda da Ômicron em andamento será de curta duração.

No entanto, com a mobilidade caindo nas principais economias e a China reprimindo novos focos do vírus, “achamos que a demanda não atenderá às expectativas do mercado, o que provocaria uma queda nos preços”, pondera a consultoria.


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