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Variação de preços gera maior superávit da balança comercial em 24 anos, diz FGV

O Índice de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) fechou 2021 com o maior superávit da série histórica, iniciada em 1998.

O saldo da balança comercial brasileira apresentou alta de R$ 10,8 bilhões de dólares em relação ao ano anterior, alcançando US$ 61,2 bilhões.

O indicador revela, no entanto, que o aumento dos valores das exportações foi impulsionado pela variação dos preços (29,3%), uma vez que a variação no volume exportado foi mais sutil: representou 3,2%.

As commodities representam 67,7% das exportações totais e apresentaram variação de preços da ordem de 38,9%, com recuo no volume de produção de 1,8%.

No mesmo período, as exportações de produtos não classificados como commodities cresceram 28,1% em valor, com elevação de 12,4% nos preços e 13,5% no volume.

Em 2021, o mundo viveu um ciclo de alta de preços de commodities, casos do petróleo bruto, da soja e do minério de ferro, em ordem, os principais produtos exportados pelo país. Já os mais importados foram adubos, óleos combustíveis e medicamentos.

No período, a China permaneceu como principal parceiro comercial do Brasil, destino de 31,2% das exportações nacionais. O dado mostra um recuo de 1,1 ponto percentual em relação a 2020.

Por quase quatro meses, o país impôs embargo sanitário à carne bovina brasileira, devido a detecção de dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme, conhecida com “doença da vaca louca”.

Na relação com o país asiático, o superávit brasileiro passou de 33 bilhões de dólares para 40 bilhões. Cenário diferente do encarado com os Estados Unidos, segundo maior parceiro.

Neste caso, o déficit de 6,4 bilhões de dólares passou para 8,3 bilhões. Com a vizinha Argentina, terceiro maior aliado, o Brasil passou de um superávit de 550 milhões para um déficit de 69,9 milhões.


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