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Dólar abre em alta e ronda R$ 5,20 com piora de aversão a riscos pelo mundo

O dólar subia 0,89%, cotado a R$ 5,190, por volta das 9h23 desta quinta-feira (12), seguindo o desempenho em outros mercados devido à piora na aversão a riscos dos investidores, que temem os efeitos de uma desaceleração econômica global.

O pessimismo favorece ativos vistos como mais seguros, caso da moeda norte-americana, que passaram a atrair fluxos de investimentos nas últimas semanas.

Os temores dos investidores estão ligados aos efeitos do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos, dos lockdowns impostos em diversas cidades importantes da China e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O Banco Central fará neste pregão leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de julho de 2022.

Na quarta-feira (11), o dólar 0,22%, a R$ 5,145. Já o Ibovespa fechou em alta de 1,25%, aos 104.396,90 pontos.

Pessimismo global

O instigador mais recente da aversão global a riscos foi a alta de juros nos Estados Unidos, anunciada pelo Federal Reserve na quarta-feira (4). Apesar de descartar altas de 0,75 p.p. ou um risco de recessão, a autarquia sinalizou ao menos mais duas altas de 0,5 p.p.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança, mas prejudica as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

Junto com uma série de elevações de juros pelo mundo, os lockdowns na China para tentar conter a Covid-19 aumentam as projeções de uma forte desaceleração econômica, prejudicando os mercados.

O crescimento das exportações chinesas desacelerou a um dígito, nível mais fraco em quase dois anos, enquanto as importações mal mudaram em abril, ampliando as preocupações econômicas.

Efeitos no real

Retornando aos R$ 5, o dólar reverteu parte dos ganhos que o real obteve nos primeiros meses do ano devido a uma combinação de fatores que influenciaram no fluxo de compra e venda da moeda.

Ao CNN Brasil Business, especialistas associaram essa valorização recente a dois principais fatores: a perspectiva de altas maiores de juros nos Estados Unidos e os temores em relação aos lockdowns estabelecidos em uma série de cidades economicamente relevantes na China.

Os juros norte-americanos maiores tendem a atrair investimentos para o mercado de títulos do Tesouro do país, retirando capital de mercados considerados mais arriscados que o dos Estados Unidos, caso do Brasil.

Já as medidas de controle de disseminação da Covid-19 na China, que afetam cidades como Xangai e Pequim, tendem a reduzir a demanda da segunda maior economia do mundo por commodities, prejudicando seus principais fornecedores, entre eles o Brasil, e influenciando negativamente nos preços desses produtos.

*Com informações da Reuters


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