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Indústrias do aço e proteína animal reagem à redução de tarifas de importação

O anúncio de que o governo federal reduziria os impostos de importação de vários produtos para baixar a inflação pegou a indústria de surpresa. Associações que respondem pelos fabricantes dos itens marcaram uma série de reuniões para calcular os impactos disso no mercado brasileiro e dar uma resposta à medida da equipe econômica.

Em nota enviada à CNN, o Instituto Aço Brasil afirmou que a participação do vergalhão de aço, que teve imposto reduzido, na composição da inflação é de apenas 0,03 ponto percentual. Ou seja, a cada R$ 1 do preço dos produtos da inflação, os vergalhões respondem a apenas 3 centavos.

A decisão do comitê executivo da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia foi baixar de 10,8% para 4% a alíquota cobrada dos vergalhões CA50 e CA60.

“A medida, no entendimento do Aço Brasil, é inadequada uma vez que o mercado se encontra plenamente abastecido, não existe especulação de preços e o impacto inflacionário do vergalhão é de apenas 0,03 ponto percentual no IPCA. Não existe, portanto, qualquer excepcionalidade que justifique a medida”, diz a nota do Aço Brasil.

Eles ainda afirmam que a decisão “está na contramão da política adotada pelos principais países produtores de aço, que face ao gigantesco excesso de capacidade instalada no mundo, da ordem de 518 milhões de toneladas, tem adotado medidas de restrição à importação predatória”.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) fez um apelo para que o governo federal ajude a encontrar solução para as “altas superiores a 100% do milho e do farelo de soja (que representam 70% dos custos de produção), além de outros insumos como diesel, embalagens de plástico e papelão, entre outros”.

Segundo a entidade, “estas, sim, são as verdadeiras causas das altas dos preços dos produtos e que demandam ações imediatas por parte do Governo”.

Entre os 11 produtos que tiveram redução de impostos estão as carnes desossadas de bovino congeladas, que tiveram a alíquota de 10,8% zerada, assim como os pedaços de frango congelados, que tinham imposto de 9%.

A Abimapi, que representa os fabricantes de biscoitos, a Abitrigo, que representa a indústria do trigo e farinha, e a Abramilho, ainda estão decidindo qual será o posicionamento e devem divulgar comunicados nas próximas horas ou nesta quinta-feira (12/5).

A CNN procurou o Ministério da Economia para repercutir as manifestações das entidades e aguarda um retorno.


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