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Petrobras anuncia investimento de R$ 2,5 bilhões em refinaria de SP

A Petrobras detalhou nesta quinta-feira (12) um pacote de investimentos de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,5 bilhões) na Refinaria de Paulínia (Replan), para aumentar a produção e aumentar a eficiência energética da maior refinaria da empresa em capacidade de processamento de petróleo.

O anúncio ocorre na data em que a unidade completa 50 anos de existência.

Segundo a Petrobras, a Replan tem capacidade para processar 434 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 20% do processamento de todas as unidades de refino da companhia, o que faz da refinaria do interior paulista a maior do gênero no país.

A maior parte do investimento, cerca de US$ 458 milhões (R$ 2,2 bilhões) será para a construção de uma unidade de hidrotratamento de diesel, com capacidade para produzir até 10 milhões de litros de óleo diesel S-10 por dia.

O contrato foi assinado na última segunda-feira (9), com um consórcio formado pelas empresas TSE e Toyo.

O investimento está previsto no Plano Estratégico 2022-2026 da companhia. A previsão é que a nova unidade entre em operação em 2025.

O aporte envolve US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) para adequação da Replan ao Refino de Classe Mundial (RefTOP), programa que pretende tornar a Petrobras uma das melhores refinadoras do mundo.

Outros US$ 90 milhões (R$ 1,5 bilhão) serão empregados pela companhia em projetos para geração de valor, melhora de eficiência energética e aumento da disponibilidade operacional da refinaria, o que inclui o uso intensivo de tecnologias digitais.

A Petrobras estima que a estrutura gere três mil novos empregos, além de outros três mil indiretos durante a realização da obra.

O parque brasileiro de refino não produz combustíveis em quantidade suficiente para atender à demanda do mercado interno.

Em 2021, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o país importou 23,24% do diesel utilizado e 8,43% da gasolina.

A falta de autossuficiência nos derivados de petróleo tem sido apontada por alguns especialistas como justificativa para manutenção da política de paridade de preço internacional.

O fato, no entanto, está associado aos recentes reajustes nos preços dos combustíveis, suscetíveis a flutuações do mercado internacional e variações cambiais.


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