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Após 5 semanas de quedas, Ibovespa encerra com alta semanal de 1,7%; dólar cai 0,31%

O Ibovespa rompeu a sequência consecutiva de cinco semanas de quedas e encerrou esta com ganhos de 1,7%, enquanto o dólar desvalorizou 0,31% frente o real no acumulado dos último cinco dias, com a moeda brasileira  protagonizando o melhor desempenho do mundo entre as cestas nesta sexta-feira (13).

Ao longo da semana, a bolsa brasileira – que começou a segunda e terça-feira em queda acumulada de 1,93% – virou no terceiro dia, favorecido por uma aversão menor a riscos ao redor do mundo e pela alta de ações ligadas a commodities, principalmente ao minério de ferro e ao petróleo.

À época, os contratos futuros de minério de ferro na China saltaram mais de 5%. Já o petróleo Brent fechou a US$ 107,51 o barril, com alta de 4,93%. Enquanto o WTI terminou cotado a US$ 105,71, com valorização de 5,96%.

Já na quinta e sexta-feira, Wall Street teve um papel importante em relação à bolsa brasileira. No penúltimo dia desta semana, as ações de tecnologia começaram a ganhar terreno, ainda que a cautela nos mercados internacionais continue diante dos temores sobre desaceleração econômica global por causa dos lockdowns na China e as altas nas taxas de juros ao redor dor mundo – dando sinais de alívio para os mercados.

No dia, o principal índice de tecnologia dos Estados Unidos encerrou a sessão com leve alta de 0,06%, aos 11.370,96 pontos.

Por sua vez, ao longo do pregão desta sexta-feira, um alívio tanto no mercado nacional quanto dos EUA aconteceu após a fala de Jerome Powell, presidente do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) em relação à inflação.

Em entrevista ao programa de rádio Marketplace, o chefe do banco central dos Estados Unidos disse que a batalha do Federal Reserve para controlar a inflação “incluirá alguma dor” à medida que o impacto dos juros mais altos for sentido, mas que o pior resultado seria se os preços continuassem a acelerar.

“Entendemos e reconhecemos completamente o quanto a inflação é dolorosa”, disse também. Ele repetiu sua expectativa de que o Fed aumentará a taxa de juros em 0,50 ponto porcentual em cada uma de suas próximas duas reuniões, mas prometeu que se os dados mudarem para o lado errado “estamos preparados para fazer mais”.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, anunciou em 4 de maio que elevou a taxa de juros do país em 0,5 ponto percentual, a maior alta em mais de 22 anos. Com isso, ela passa a ser de 0,75% a 1% ao ano.

Vale destacar também que, no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa Selic pela 10º vez consecutiva, a 12,75%. De acordo com um levantamento realizado pelo CNN Brasil Business com Michael Viriato, estrategista da Casa do Investidor, esse é o mais longo ciclo de altas subsequentes na história.

Dólar

A moeda norte-americana caiu 0,31% na semana – o que, até quinta-feira, seria de 1,36%. O que sustentou a cotação do dólar nos primeiros dias foram a disseminação do pessimismo entre investidores em relação à economia global e uma aversão a riscos.

E, especificamente na quarta-feira, quando subiu 0,22% no pregão, o principal motivador foi a repercussão do mercado sobre o Índice de Preços ao Consumidor (CPI na sigla em inglês) dos Estados Unidos e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Brasil, ambos referentes a abril.

A inflação dos Estados Unidos desacelerou em abril pela primeira vez desde agosto de 2021. Contudo, os preços ainda aumentaram, mas em um ritmo mais lento do que nos meses anteriores.

O índice subiu 8,3% nos 12 meses encerrados em abril, informou o Centro de Estatísticas Laborais. Foi uma queda em relação aos 8,5% registrados em março, que havia sido o maior nível em mais de 40 anos.

No Brasil, aprensão inflacionária nos custos caiu 1,14% em abril deste ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a primeira retração do indicador para o segmento desde fevereiro de 2021, após emplacar 14 altas consecutivas. Dados do IBGE ainda apontam que o setor de habitação foi o único segmento que apresentou deflação em abril.

A queda nos custos mensais dos imóveis brasileiros foi puxada principalmente pela redução no preço da energia elétrica residencial, que caiu 6,2% neste mês.

Mas as notícias não foram suficientes para sustentar a valorização do dólar frente o real. Nesta sexta-feira, a moeda teve a maior desvalorização diária dos últimos dez dias, de 1,65%, conforme investidores realizaram lucros ao fim de uma semana de grande instabilidade nos mercados globais.

O declínio do dólar neste pregão foi tamanho que não apenas zerou seus ganhos semanais como levou a cotação a acumular leve baixa no período, que, assim, encerra uma sequência de três semanas de valorização.

*Com informações da Reuters


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