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Secretária do Tesouro diz que EUA estão revisando tarifas para produtos chineses

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, disse neste domingo (19) que algumas tarifas sobre a China herdadas do governo do ex-presidente Donald Trump não serviram para “nenhum propósito estratégico”, e acrescentou que o presidente Joe Biden as está revisando como uma forma de reduzir a inflação.

Outra autoridade do governo Biden, a secretária de Energia Jennifer Granholm, acrescentou que o presidente também está avaliando uma pausa no imposto federal sobre o gás como uma opção para reduzir os preços.

Os comentários das autoridades ocorrem enquanto o governo Biden luta para combater a inflação e registra altos preços da gasolina.

“O presidente Biden está revisando a política tarifária em relação à China”, disse Yellen em entrevista no domingo à ABC News.

“Todos nós reconhecemos que a China se envolve em uma série de práticas comerciais desleais que são importantes para resolver, mas das tarifas que herdamos, algumas não servem a propósitos estratégicos e aumentam o custo para os consumidores”, acrescentou.

Ela não listou nenhuma tarifa específica e se recusou a dizer quando o governo Biden pode tomar uma decisão.

Biden disse que está considerando remover algumas das tarifas impostas a centenas de bilhões de dólares em produtos chineses por seu antecessor em 2018 e 2019 em meio a uma amarga guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Já Granholm afirmou à CNN que uma pausa no imposto federal sobre o gás “não estava fora da mesa”.

Tanto Granholm quanto Yellen reiteraram a posição de Biden de que uma recessão“não é inevitável”, com a secretária do Tesouro dizendo que o mercado de trabalho e os gastos do consumidor continuam fortes.

A possibilidade dos Estados Unidos, a maior economia do mundo, entrarem em recessão tem sido uma preocupação crescente para os principais executivos, o Federal Reserve e o governo Biden.

“O mercado de trabalho é muito forte, sem dúvida o mais forte do período pós-guerra”, disse Yellen à ABC News. Ela acrescentou, no entanto, que espera que a economia desacelere, embora reconheça que a inflação está “inaceitavelmente alta”.


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