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Guedes: Somos primeiro governo que vai sair gastando menos do que quando entrou

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (17) que o atual governo será o primeiro a sair gastando menos do que quando entrou. A fala foi feita durante um painel em evento da Tag Investimentos.

“Quanto ao déficit e à sustentabilidade, nós também tivemos muito cuidado. Ninguém conseguiria manter o teto em uma guerra, o teto é justamente para garantir que as despesas recorrentes com salários do funcionalismo, com o custeio da máquina pública, que isso daí tenha um limite, que isso não cresça e que não inche o governo. Nós somos o primeiro governo que vai sair gastando menos do que quando entrou”, disse.

Ainda sobre os resultados obtidos pelo governo e o teto de gastos, o ministro explicou que o teto foi “retrátil” para combater a pandemia de Covid-19 e, agora, a guerra na Ucrânia.

“Nós realmente combatemos a doença. Nesse sentido, eu disse que o teto era retrátil, abrimos o teto para sair para o combate à doença, acabou a doença, as despesas não eram recorrentes. Asseguramos que despesas transitórias extraordinárias com a saúde, não se transformassem em despesas permanentes com a máquina… Agora começou a guerra da Ucrânia. Abre o teto de novo, vamos combater a ucrânia, mas com, o tempo inteiro, medidas transitórias e pagas também por receitas extraordinárias não orçadas”.

Guedes também fez um balanço sobre o déficit primário no início do governo, durante a pandemia e a expectativa para este ano.

“Para vocês terem uma ideia. Nós estávamos com déficit de 2% do PIB quando chegamos, primário, reduzimos para 1%. Quando a doença chegou, nós fomos para 10,5% do PIB, no ano seguinte, em 2021, já voltou para 0,4% e esse ano já vai para um pequeno superávit primário”, explicou.

O ministro também afirmou que a Carteira Verde e Amarela, reforma que flexibiliza encargos trabalhistas, será retomada em um eventual segundo governo de Jair Bolsonaro.

Crescimento e emprego

Sobre expectativas de crescimento, o ministro disse acreditar que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá mais do que 2,5% neste ano. A atual projeção oficial do governo está em 2%.

Guedes também voltou a prever que a recuperação da economia será maior do que a esperada e a taxa de desemprego chegará a 8% no fim do ano.

Continuidade no cargo

Durante o evento, Guedes afirmou também que seguirá no cargo em eventual reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além disso, defendeu que a reforma tributária seja aprovada logo após as eleições, voltando a colocar a criação de um imposto sobre dividendos como fonte de financiamento para o programa Auxílio Brasil e uma correção da tabela do Imposto de Renda da pessoa física.

América Latina

Ao avaliar a situação econômica dos países vizinhos e da América Latina, o ministro disse que a Argentina está no caminho da miséria, diante da crise econômica que assola o país. Segundo Guedes, a América Latina está “desmanchando” com as eleições de presidentes de esquerda.

“A Argentina está no caminho da Venezuela, no caminho da miséria”, afirmou. O ministro usou esse exemplo para afirmar que acredita que o governo está promovendo uma transformação, chamada por ele de caminho da prosperidade.

 

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo


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