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Passageiros relatam dificuldade para pegar ônibus no terminal do Siqueira

Passageiros lotam paradas de ônibus em dia de greve de motoristas em Fortaleza — Foto: Fabiane de Paula/SVM

Passageiros lotam paradas de ônibus em dia de greve de motoristas em Fortaleza — Foto: Fabiane de Paula/SVM

O Terminal do Siqueira foi bloqueado, e os ônibus foram temporariamente impedidos de entrar no equipamento na manhã desta terça-feira (8), primeiro dia da greve de motoristas e cobradores em Fortaleza. Os veículos do transporte público voltaram a circular momentos depois, após manifestação dos grevistas.

  • Após anúncio de greve, Terminal da Parangaba funciona normalmente nesta terça
  • Justiça determina circulação de pelo menos 70% da frota em caso de greve dos motoristas de ônibus e proíbe bloqueios a terminais

Segundo testemunhas, participantes da greve pedem que os passageiros de coletivos que deveriam entrar no terminal desembarquem nas vias, enquanto os veículos são impedidos de entrar no local.

O início da greve dos trabalhados do transporte público foi decidido em assembleia realiza pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Ceará (Sintro/CE) nesta segunda-feira (7). Os motoristas e cobradores reivindicam reajuste salarial e priorização da categoria na campanha de vacinação contra Covid-19, entre outros pedidos.

Ônibus ficam lotados em dia de greve de motoristas em Fortaleza — Foto: Fabiane de Paula/SVM

Ônibus ficam lotados em dia de greve de motoristas em Fortaleza — Foto: Fabiane de Paula/SVM

Passageiros reclamam da situação e dizem que estão sem opção de transporte. "Falta de consideração com o ser humano. Disseram que tinha ônibus normal. Quando chegamos aqui, não tinha ônibus. Não tem ônibus, mototáxi está custando R$ 30, Uber está custando R$ 60. Já liguei pra lá [para o local de trabalho] dizendo que vou chegar atrasada", reclama a professora Joseana Marques.

Na Avenida Osório de Paiva, as paradas de ônibus estão cheias de pessoas à espera de veículos do transporte público.

Terminal da Parangaba

Movimentação de passageiros no Terminal de ônibus do Bairro Parangaba em Fortaleza. — Foto: Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares

Movimentação de passageiros no Terminal de ônibus do Bairro Parangaba em Fortaleza. — Foto: Fabiane de Paula/Sistema Verdes Mares

Diferente do que ocorre no Terminal do Siqueira, o Terminal da Parangaba funciona normalmente na manhã desta terça-feira.

  • Justiça determina circulação de pelo menos 70% da frota em caso de greve dos motoristas de ônibus e proíbe bloqueios a terminais

Além da circulação de ônibus que entram e saem do equipamento, há uma intensa movimentação de passageiros nas plataformas do terminal, chegando a formar aglomeração, longas filas e coletivos deixando o local lotados. Também há ônibus circulando normalmente em outros pontos da cidade.

Durante a madrugada desta terça, membros do Sindicato estiveram em garagens de das empresas de ônibus conversando com os trabalhadores para aderirem à paralisação. Porém, não ouve bloqueio nos locais e os veículos

70% da frota

Movimentação tranquila no Terminal da Parangaba em Fortaleza. — Foto: Isaac Macêdo/Sistema Verdes Mares

Movimentação tranquila no Terminal da Parangaba em Fortaleza. — Foto: Isaac Macêdo/Sistema Verdes Mares

O Tribunal Regional do Trabalho do Ceará (TRT/CE) determinou nesta segunda-feira (7) que motoristas e cobradores de ônibus de Fortaleza devem garantir a circulação de pelo menos 70% da frota de veículos, caso entrem em greve. Em caso de descumprimento, foi estipulada uma multa diária de R$ 30 mil.

De acordo com o desembargador Paulo Régis Machado Botelho, que assinou a decisão de manutenção da frota em caráter de tutela de urgência, o movimento deve "se abster de realizar qualquer bloqueio aos terminais rodoviários, garagens, praças e locais de paradas dos veículos de transporte público, de impedir o acesso dos empregados das empresas representadas pelo requerente que queiram trabalhar no local de trabalho ou promover a interdição de vias públicas."

Em sua argumentação, o magistrado também ressaltou “o risco de aglomeração da população na busca por transporte coletivo alternativo para os seus deslocamentos, como ir ao trabalho, bem como o impacto do movimento grevista para o cronograma de vacinação implementado neste município”.

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