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Apesar de proibidos, cerol e linha chilena continuam causando acidentes com motociclistas em Fortaleza

Apesar de proibidos, cerol e linha chilena continuam causando acidentes com motociclistas em Fortaleza — Foto: Reprodução

Apesar de proibidos, cerol e linha chilena continuam causando acidentes com motociclistas em Fortaleza — Foto: Reprodução

Apesar de proibidas por uma Lei Estadual sancionada em 2020, as linhas chilenas e o cerol, mistura cortante de cola e vidro, usados para empinar pipas, continuam causando acidentes com motociclistas em Fortaleza.

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Na prática, mais comum em periferias, mas que pode ser vista em vários pontos da cidade, jovens e adultos fazem uma disputa no céu para cortar outras raias, nome mais usado no Ceará. Para isso, usam um dos dois itens, que também atingem quem trafega pela região, causando acidentes e até mortes.

Um caso letal ocorreu em 17 junho de 2020, quando um motociclista de 26 anos morreu após ser atingido no pescoço por uma linha de cerol na CE-040, no município de Pindoretama, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Com comercialização proibida no Ceará, linha chilena é vendida em sites na internet. — Foto: Reprodução

Com comercialização proibida no Ceará, linha chilena é vendida em sites na internet. — Foto: Reprodução

Cinco dias antes desse caso, o então governador Camilo Santana havia sancionado a Lei Nº 17.226, que proibiu "o uso de cerol, linha chilena ou de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas, papagaios, pandorgas e de semelhantes artefatos lúdicos, para recreação ou com finalidade publicitária, em áreas públicas e comuns, em todo o território do Estado".

A lei também proíbe a fabricação, ainda que artesanalmente, a comercialização e o depósito de cerol, linha chilena ou de qualquer outro tipo de material cortante destinado a equipar pipas. O g1 consultou lojas do gênero em Fortaleza, que afirmaram que não vendem a linha chilena. No entanto, o produto é facilmente encontrado em lojas on-line.

O descumprimento às determinações acarreta apreensão do material, além da responsabilização dos usuários nos termos da legislação penal.

Ações de prevenção

Conforme o gerente de educação para o trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), André Luís Barcelos, os acidentes com motociclistas ocasionados por linhas chilenas ou cerol são comuns em Fortaleza, principalmente nos meses de agosto a setembro, período dos ventos fortes, em que as pipas são mais usadas.

"Esse tipo de linha tem um potencial cortante muito grande, além disso, ainda tem o fator da velocidade, o que potencializa os cortes nas vítimas. Normalmente são lesões no peito, no pescoço e no rosto. Dependo da velocidade podem ser cortes profundos, levando até a óbitos", disse André Luís Barcelos.

Na tentativa de garantir a segurança dos condutores, a AMC realiza campanhas educativas com a distribuição gratuita e aplicação de antenas corta-pipas na capital. O equipamento, acoplado no guidão da moto, possui uma guilhotina na ponta, para cortar a linha chilena ou com cerol, evitando que ela atinja o motociclista.

"A AMC está diariamente na rua fazendo abordagens e ações educativas. Essa semana mesmo um motociclista foi até uma dessas ações para receber a antena corta-pipa e informou que dias antes foi atingido no pescoço por uma linha com cerol, ele ainda estava com a marca do ferimento", falou o gerente de educação da AMC.

André Luís cita algumas recomendações que os condutores podem adotar para prevenir acidentes com linhas ou cabos nas vias.

"A recomendação é que o motociclista reduza a velocidade em locais com aglomeração, como parques e áreas que ele consiga evidenciar o uso de pipas. Também existe no mercado protetores de pescoço que podem ser adquiridos pelos condutores."

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