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Bailarina de 10 anos do CE concorre a vaga no Teatro Bolshoi e família organiza vaquinha para custear viagem a SC

Bailarina cearense de 10 anos sonha em integrar a Escola de Teatro Bolshoi.

Bailarina cearense de 10 anos sonha em integrar a Escola de Teatro Bolshoi.

Três mil quilômetros de distância e sete mil reais de custos separam Izadora Guedes, dez anos, de seguir no processo seletivo da Escola de Teatro Bolshoi e dar mais um passo no sonho de ser uma bailaria profissional. Por isto, a família dela organiza uma vaquinha online com o objetivo de viabilizar a viagem entre Fortaleza e Joinville, no próximo mês de setembro, quando acontece a próxima etapa da seleção.

A primeira parte do processo aconteceu em junho, quando a companhia fez turnê pelo Nordeste, com o espetáculo Gala Bolshoi no Theatro José de Alencar — onde ocorreram os testes da pré-seleção.

“A escola onde ela faz balé me falou para levar ela para fazer uma teste. A gente foi no Theatro José de Alencar. A Izadora fez uma pré-seleção, e passou para fazer essa seleção em Joinville, Santa Catarina, na Escola de Teatro Bolshoi”, explicou Mônica.

“Como ela é menor, ela não pode viajar só. Então, eu preciso acompanhá-la. Lá vai ser uma vivência de uma semana. Ela vai ficar indo para a escola como se fosse aluna, aí durante a visita ela vai ser avaliada por eles”, complementou a mãe.

Mônica e o pai de Izadora não têm trabalho fixo, e fazem serviços avulsos, como a venda de lanches, para conseguir sustentar a casa. Então, custear uma viagem para o Sul do país está fora das possibilidades financeiras da família.

Sonho de ser bailarina

Izadora Guedes pratica balé desde os seis anos, em Fortaleza. — Foto: Arquivo pessoal

Izadora Guedes pratica balé desde os seis anos, em Fortaleza. — Foto: Arquivo pessoal

Mônica Guedes falou que a filha sempre amou dançar. A mãe disse que, inclusive, a menina gostava muito de assistir um desenho animado onde a personagem principal era bailarina.

Então, aos seis anos, a menina começou a praticar balé em um projeto social no bairro onde mora. Lá, ela passou um ano e meio até trocar de instituição.

“Ela dizia tanto ‘mãe, eu queria tanto estudar nessa escola’, mas lá é uma escola particular. Só que eu dizia para ela que eu não tinha condições, porque balé era fora da nossa realidade, era caro. Mas ela dizia ‘um dia, mamãe, eu vou realizar esse sonho e estudar aí’”, lembrou Mônica.

Mônica disse que, posteriormente, a filha conseguiu realizar um teste na instituição, onde conseguiu uma bolsa de 100%, e segue com aulas fixas desde então.

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