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Iniciativas audiovisuais e o protagonismo comunitário em BH

Diversidade nas telas da periferia e o público das comunidades
Diversidade nas telas da periferia e o público das comunidades
Foto: Arquivo Pessoal

Falar sobre o morro sempre foi sinônimo de violência, ainda mais quando a divulgação é feita pela grande mídia. Essa estigmatização social reforça a ideia de a favela ser um ambiente de propagação da criminalidade. Aos poucos a imprensa vem mostrando o lado das regiões mais carentes que não é explorado, mas ainda falta muito para exibir.

Diante disso, diversos projetos estão sendo realizados pelos próprios moradores de vilas e favelas em Belo Horizonte e região metropolitana. A Ong Contato é uma dessas entidades sem fins lucrativos que atua há 20 anos nas periferias de Minas Gerais. Atualmente está produzindo o projeto Circuito Cinematográfico de Periferia, no qual serão ofertadas oficinas de audiovisual para as comunidades e a exibição de filmes independentes.

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O Circuito tem entre seus objetivos, aproximar a relação do audiovisual à população de periferia, a fim de informar e formar um público de capacitação de novos realizadores. O fundador, Helder Quiroga, salienta a importância de ver nas telas filmes feitos por pessoas da comunidade para a própria comunidade, sendo essa uma forma de promover o cinema e destacar o potencial criativo desse público.

Helder Quiroga- Coordenador do Audiovisual da Ong Contato
Helder Quiroga- Coordenador do Audiovisual da Ong Contato
Foto: Arquivo Pessoal

Helder é cineasta, produtor e coordena o audiovisual da Ong Contato. Ele conta que durante as atividades realizadas pela Ong nos morros da cidade, o diálogo com a população proporcionou ideias de oficinas e promoções adequadas para cada bairro. Os moradores pediram a implantação de cursos de atuação, edição de vídeo, produção de videoclipes, entre outros.

A Ong funciona no Bairro Serra, zona sul da capital, local onde circulam moradores do aglomerado e habitantes do Bairro Savassi, que é um local privilegiado da cidade. O produtor comenta que a própria escolha da casa para a criação da ong se deu com a ideia de inclusão. A busca da interação entre as classes é categórica em prol do combate ao preconceito e tem o intuito de aproximar os diferentes. “Tanto para que o jovem rico conheça o pobre e não tenha medo dele, quanto o contrário, para que o pobre veja também o rico sem distanciamento, como um ser humano com sonhos, características e criatividades em comum”, explica.

Oficina de formatação de projetos audiovisuais ministrado por Júlia Nogueira.
Oficina de formatação de projetos audiovisuais ministrado por Júlia Nogueira.
Foto: Arquivo Pessoal

O Circuito já teve uma edição anterior com mais de 1.300 participantes e proporcionou um intercâmbio de relações e uma rede de solidariedade entre as periferias. “Fomentar a produção do cinema na periferia, um olhar crítico sobre a realidade a partir dos filmes brasileiros, promover a convivência, a troca de conhecimentos entre profissionais do setor e jovens da periferia que queiram trabalhar na área, e obviamente contribuir para um mundo mais solidário e mais justo, tendo o audiovisual como elemento de transformação social”, concluiu o produtor.

A ação de democratizar e desmistificar a imagem elitizada do cinema tem se desenvolvido em Minas e inspirado mais projetos que destacam o favelado como protagonista em cena.

 

Conheça outros projetos:

Cine Clube Social - Mostra de filmes direcionados a temas sociais com incentivo ao pensamento crítico dos telespectadores das comunidades.

Noite de Cinema - Exibição de filmes gratuitos nas ruas das periferias de BH e região metropolitana.

Projeto Minas Cine - Objetiva desenvolver uma plataforma de articulação, produção, difusão e formação de novos gestores e realizadores de audiovisual e cinema em Minas Gerais.

TV Muquifu - Transmitido pelo Youtube, o Muquifu veicula notícias sobre o Museu dos Quilombos e Favelados Urbanos.

 


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