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Após ministro citar 'excesso de vacinas', Saúde mantém intervalo de 12 semanas para a AstraZeneca

Frascos da AstraZeneca/Fiocruz— Foto: Mariana Ferreira/Divulgação

Frascos da AstraZeneca/Fiocruz — Foto: Mariana Ferreira/Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou na noite desta quarta-feira (15) que vai manter a recomendação de intervalo de 12 semanas para aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca. A previsão era a adoção de 8 semanas.

Mais cedo, em evento em São Paulo, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que há "excesso de vacinas" no país. Na segunda-feira (13), Queiroga defendeu que a campanha de vacinação no Brasil é um "sucesso" e que a reclamação por falta de doses é "narrativa". Ao menos seis estados estão com falta de imunizante para a segunda dose.

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Marcelo Queiroga: 'Há excesso de vacinas no Brasil'

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Ao menos desde julho estados já autorizaram prefeituras a reduzir o intervalo entre as doses da AstraZeneca por causa da preocupação com a variante delta do coronavírus. O objetivo da medida é ter o maior número possível de pessoas totalmente imunizadas para evitar o avanço da variante.

Em bula, o fabricante prevê a possibilidade de adoção de um período de quatro a 12 semanas entre as doses.

Previsão não confirmada

Em 25 de agosto, o governo federal anunciou que o intervalo entre as doses da Pfizer e da AstraZeneca será reduzido a partir de setembro: passaria de 12 semanas para 8 semanas. À época, o ministério não detalhou como seria feita essa antecipação e disse que uma nova orientação sobre as recomendações seria enviada aos gestores.

Na mesma ocasião, a pasta indicou que a dose de reforço começaria a ser aplicada em setembro para idosos com mais de 70 anos e imunossuprimidos. Não houve mudanças nesta determinação por parte do ministério.

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Desabastecimento da AstraZeneca

Desde o começo de setembro, estados relatam desabastecimento do imunizante da AstraZeneca, preparado no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O motivo da falta de doses disponíveis está associado ao atraso na entrega do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), componente utilizado para produzir a vacina. O composto é importado da China.

Devido a esse atraso, a fundação anunciou em 3 de setembro que ficaria duas semanas sem entregar novas remessas ao Ministério da Saúde. A previsão da Fundação é entregar, ainda em setembro, 15 milhões de doses.

Pela previsão inicial, a fundação já deveria estar fabricando vacinas com IFA 100% brasileiro, mas ainda não conseguiu colocar isso em prática. A previsão original era julho, foi adiada para outubroe agora se fala em novembro ou dezembro. Até lá, o laboratório de Bio-Manguinhos depende do IFA chinês para continuar a produção.

(Abaixo, veja VÍDEO do Jornal Nacional sobre o início da produção dos primeiros lotes da vacina com IFA 100% nacional)

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