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Vale a pena se especializar em audiologia?

 — Foto: Divulgação: Direito de Ouvir.

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Sem rodeios, a resposta é sim! A audiologia é um campo da fonoaudiologia, que trata e previne as disfunções que afetam a capacidade de comunicação. Isto é, os problemas ligados à capacitação, percepção e interpretação de estímulos sonoros de diferentes fontes.

Os profissionais deste setor têm a importante missão de diagnosticar e tratar de tais disfunções, além de desenvolver trabalhos de pesquisa e especialização na área.

Entretanto, os campos de atuação mais relevantes para a área são a audiologia ocupacional e clínica. Os únicos setores deste mercado com maior potencial de crescimento.

Aliás, o uso inadequado de fones de ouvido pelo público mais jovem e a tendência crescente da população idosa são os principais responsáveis pelo aumento da demanda e pela expansão dessa área.

Por isso, vale a pena conhecer essa opção de pós-graduação! Confira!

Afinal, você sabe o que é audiologia e o que faz o especialista dessa área?

O sistema auditivo envolve um conjunto de estruturas que começam no ouvido, percorrem o ouvido interno (a parte mais profunda do ouvido, composto pela cóclea e pelo aparato vestibular), até atingir o nervo auditivo (um “feixe” de fibras nervosas que leva informação para a cóclea) e o cérebro.

O simples ato de ouvir e escutar exige processos mecânicos, neurofisiológicos e químicos complexos que nos permitem realizar a comunicação. O profissional em audiologia busca identificar os problemas estruturais ou processuais que podem comprometer a saúde auditiva.

Aliás, o audiologista realiza uma variedade de tratamentos para restaurar e compensar a perda auditiva, seja por meio de procedimentos clínicos, reabilitações ou com o uso de aparelhos auditivos.

Atualmente, um recurso utilizado para facilitar esse tratamento são os exercícios para treinamento de habilidades auditivas.

Eles não só previnem o paciente de condições futuras, como também aumentam a capacidade de entendimento, além de serem utilizados para complementar técnicas de reabilitação auditiva.

A grande vantagem é devido a sua ampla aplicabilidade às mais diversas categorias de distúrbios auditivos.

Audiologia Clínica e Ocupacional: diferenças

Em geral, qualquer formação acadêmica pode ser envolvida em mais de um contexto profissional. É aí que entra a diferença entre as duas ramificações da área: a audiologia ocupacional e a clínica.

A Audiologia Clínica inclui todas as intervenções realizadas em clínicas fonoaudiológicas que atendem pacientes em um contexto mais amplo, que inclui públicos de diferentes idades e patologias, congênitas ou adquiridas.

O Fonoaudiólogo Audiologista intervém identificando distúrbios estruturais ou processuais que podem, de alguma maneira, afetar a audição como um todo. A área é tão importante, que pode ajudar o indivíduo desde o nascimento até a fase senil.

O audiologista também poderá identificar a perda auditiva e iniciar a adaptação com os aparelhos auditivos, que são selecionados e adaptados de forma individual, personalizada, devolvendo assim a capacidade de voltar a comunicar-se sem dificuldade.

Em contrapartida, a Audiologia Ocupacional destaca a prática no ambiente de trabalho. Nesse contexto, o audiologista é responsável por delegar testes audiométricos ocupacionais, perícias e admissionais.

Dessa forma, é possível avaliar a capacidade auditiva do funcionário durante o processo seletivo, bem como, possíveis deficiências decorrentes das atividades laborais, principalmente aquelas realizadas em ambientes ruidosos e com barulhos contínuos.

O mercado de trabalho para audiologia

Assim como diversos países ao redor do mundo sofrem com os problemas relacionados à tendência de crescimento da população mais idosa, com o Brasil, o cenário tende a ser o mesmo.

Porém, esse fenômeno tem um impacto positivo no mercado de trabalho dos fonoaudiólogos, cuja demanda está em constante aumento.

Da mesma forma, não é só o crescimento da população mais idosa que tende a ser visto como positivo para o crescimento do profissional, mas também há implicações positivas para as demandas ocupacionais de tratamento de doenças e outras deficiências auditivas em crianças e adolescentes.

De fato, este também é um receio do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFF), principalmente devido ao alto índice de perda auditiva no público. Em grande parte dos casos, devido ao uso excessivo de fones de ouvido dos jovens.

Além disso, a demanda contínua no setor ocupacional e a possibilidade de trabalhar com pesquisas, são outras oportunidades disponíveis para os audiologistas.

Desenvolver aparelhos auditivos mais adequados também permite trabalhar em equipes médicas multidisciplinares, além de favorecer a ascensão na carreira acadêmica.

A Audiologia é uma das áreas da Fonoaudiologia que vem ganhando cada vez mais importância, tanto no meio laboral quanto no acadêmico. Portanto, que tal apostar nesta especialização?

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