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Você sabe o que é capacitismo?

 — Foto: Divulgação: Direito de Ouvir.

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Dizer que alguém é cego por não cumprimentá-lo na rua ou que pisou na bola por cometer um erro, são exemplos clássicos do capacitismo.

Embora este termo não seja tão conhecido, ele nada mais é do que o preconceito por pessoas com deficiência (PcD). Do inglês “Ableism”, tal expressão significa ofender ou destratar alguém por sua deficiência.

A partir do ano de 2021 esse debate vem ganhando cada vez mais espaço nas redes sociais e entre as diversas esferas de ensino, especialmente durante os Jogos Paraolímpicos de Tóquio.

Graças às ações de cientistas, influenciadores e ativistas, foi mostrado que frases e atitudes como essas, muitas vezes disfarçadas de piadas, naturalizaram a ideia da inadequação de PcDs, além de se mostrar um exemplo de preconceito estrutural, bastante semelhante ao racismo e ao machismo patriarcal.

No entanto, para evitar situações como estas, é preciso avaliarmos nossas próprias atitudes e falas. Afinal, nem sempre as pessoas que estão julgando ou discriminando um grupo, faz isso com a consciência de causar transtornos a quem escuta.

Quer entender mais sobre o assunto? Neste artigo reunimos algumas atitudes bastante comuns que afirmam esta condição. Acompanhe!

Afinal, o que é capacitismo?

O capacitismo é a ideia de que pessoas com deficiência sejam inferiores àquelas sem deficiência, muitas vezes sendo vistos como anormais ou incapazes, em comparação a um referencial definido como perfeito.

Outro exemplo disso, é o simples fato do PDC ter facilidade para executar tarefas corriqueiras e ser visto como uma espécie de herói, o que traz coragem e inspiração para que pessoas sem deficiência se sintam agradecidas pelo “privilégio de uma vida normal”.

Ou seja, o capacitismo nada mais é que um preconceito e uma discriminação velados.

Atitudes capacitistas: como evitá-las?

O melhor jeito de evitar o capacitismo é evitar o uso de linguagem preconceituosa, mesmo que na maior parte das vezes, essas frases sejam usadas na “inocência”.

As atitudes capacitistas podem se manifestar de diversas formas, seja por meio de expressões, palavras, brincadeiras ou até mesmo ações.

Muitos desses termos são, inclusive, amplamente utilizados no dia a dia da maioria das pessoas, que talvez nem consigam imaginá-los como expressões preconceituosas por falta de conhecimento.

Relacionado às atitudes, elas podem variar desde as mais flagrantes, como pensar que as pessoas com deficiência são incapazes ou “falhas”, até às mais sutis, como pensar que PcDs são especiais, sagradas e ou que mesmo precisam ser superprotegidas.

Ambas atitudes partem de um modelo de pessoas que seguem padrões normativos corporais, intelectuais e funcionais do que é ser humano.

Por outro lado, temos as expressões, usadas para se referir diretamente a PcDs com deficiência auditiva ou visual, por exemplo. Exemplos comuns disso é quando alguém é chamado por “aleijado”, “mongol” ou “deficiente”.

Há também ditados e expressões populares que são reproduzidos e tornam vivas as representações capacitistas.

Exemplos disso, são frases como: “Você é retardado?”, “Fica dando um de João sem braço”, “Que mancada”, “Nossa, mas ele nem parece que tem deficiência”, “Você é surdo?”, “Mesmo sem braços/pernas ele consegue fazer tudo isso”, entre muitas outras.

Contudo, é importante saber que se referir a um PcD com o termo “portadora de deficiência”, também é considerado capacitista e inadequado.

Conclusão

Falar sobre capacitismo e expor as atitudes preconceituosas que o termo engloba, é extremamente necessário. Afinal, esta é uma batalha de todos.

O capacitismo não deve ser ignorado, mas sabendo que existe, é possível desconstruí-lo.

Na dúvida, pesquise e descubra a melhor forma de agir com seus pensamentos ou ações para saber se eles podem ser prejudiciais às pessoas com deficiência.

Lembre-se: reconhecer o preconceito em nossas vidas diárias é o primeiro passo para evitá-lo e, acima de tudo, pessoas com qualquer tipo de deficiência merecem respeito e devem ser tratadas com educação.

Você conhece os direitos da pessoa com deficiência auditiva? Clique aqui para conferir.


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