Carregando...

Rayssa Leal, a fadinha do skate, vira inspiração para brasiliense com síndrome de Down

Vitória Mesquita, que tem síndrome de down, no treino de skate no Museu da República.— Foto: Arquivo pessoal

Vitória Mesquita, que tem síndrome de down, no treino de skate no Museu da República. — Foto: Arquivo pessoal

Na busca por um esporte ao ar livre, a fotógrafa Vitória Mesquita, de 22 anos, decidiu se aventurar no skate no começo deste ano (veja vídeo abaixo). Desde então, a brasiliense, que tem síndrome de Down, concilia a rotina de aulas para se aperfeiçoar no esporte, com a prática do ioga e o trabalho nas redes sociais.

LEIA TAMBÉM:

  • Geração Rayssa: as meninas que se inspiram na fadinha do skate
  • Digital influencer com síndrome de Down luta contra preconceito: 'Não sou doente nem especial'

Quando deu os primeiros passo no skate, Vitória tinha como referência o namorado e o cunhado, que já praticam o esporte há um tempo. Porém, com as Olimpíadas de Tóquio, a jovem se encantou pela "fadinha" Rayssa Leal– medalha de prata na competição – e a atleta virou inspiração.

Na avaliação da brasiliense, a campeã olímpica é "muito boa e bem treinada".

"Eu sinto que no skate, toda vez que subo, eu aprendo uma coisa diferente, por exemplo, como manter o equilíbrio", disse.

Vitória Mesquita, de 22 anos, faz aula de skate e tem Rayssa Leal como inspiração

Vitória Mesquita, de 22 anos, faz aula de skate e tem Rayssa Leal como inspiração

Vitória é a única mulher, dentro do grupo de cinco pessoas com síndrome de Down, que treina skate na capital federal com o instrutor Gabriel Raeder – que também é cunhado da jovem. Ela tem aulas, aos sábados, em pontos turísticos de Brasília, como no Parque da Cidade e no Museu da República.

  • Rayssa Leal: medalhista skatista é chamada de fadinha por conta de vídeo de 2015; assista

Para a atleta iniciante, o esporte proporciona um grande aprendizado. "Mesmo sendo a única garota, eu aprendi muita coisa com eles [com o grupo]. Falta praticar", brinca.

Representatividade

Para Vitória, ao ocupar diferentes espaços, seja no esporte ou nas redes sociais, ela ajuda a "combater o preconceito" e a "desmistificar a síndrome de Down". A jovem usa a internet para falar sobre diferentes temas, inclusive sobre o skate – hobby que a jovem divide com o namorado.

  • Síndrome de Down não é doença, é uma condição inerente à pessoa; Não há cura ou tratamento

Recentemente, Vitória descobriu que uma amiga, que também tem Down, se sentiu influenciada e resolveu fazer aulas de skate. Ao G1, a brasiliense disse que "achou fantástico" saber da escolha da amiga virtual.

"Eu inspiro todo mundo a andar [de skate]", afirma.

Além dos treinos no grupo, Vitória pratica as manobras junto com a irmã mais velha, Luiza Mesquita, de 26 anos (veja na foto abaixo).

"O skate é um esporte muito democrático. Você vê pessoas de todas as idades andando. Também acho que é um esporte acessível, porque você não precisa de uma quadra, de um clube, nem de um equipamento muito caro", explica Luiza.

As irmãs Vitória e Luiza treinando skate no Museu da República, em Brasília.— Foto: Arquivo pessoal

As irmãs Vitória e Luiza treinando skate no Museu da República, em Brasília. — Foto: Arquivo pessoal

Skate em alta

Após a atuação dos atletas brasileiros no skate das Olimpíadas de Tóquio, a busca pelo esporte cresceu na capital. Segundo o coordenador e instrutor do Núcleo Escola de Skate Brasília, Edu Mello, antes da competição, o espaço atendia a sete turmas.

Com o aumento da procura pelas aulas de skate, a escola terá, a partir de agosto, 21 turmas, em três regiões do DF.

"Não temos um perfil muito definido, a procura é bem variada. Temos turmas desde os pequeninos, a partir dos quatro anos de idade, até os mais experientes, como a aluna que tivemos com quase 60 anos", conta Edu.

Medalhista olímpica

Fadinha: conheça a trajetória de Rayssa Leal, a sensação brasileira no skate

Fadinha: conheça a trajetória de Rayssa Leal, a sensação brasileira no skate

Aos 13 anos, a maranhense Rayssa Leal se tornou a brasileira mais jovem a receber uma medalha olímpica — e a sétima medalhista mais jovem em toda a história dos Jogos Olímpicos de Verão.

Também conhecida como "fadinha", a atleta ficou conhecida em 2015, quando, nas ruas de Imperatriz (MA), a menina brincava com o skate, presente novo que ganhou dos pais.

Vestida de fada azul, Rayssa executou uma manobra considerada difícil, conhecida como "heelflip". A partir daí, a "fadinha do skate" viralizou nas redes sociais (veja vídeo acima).

*Sob supervisão de Maria Helena Martinho.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*

Últimas notícias








Calendar