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Justiça nega pedido da defesa e mantém PM do DF preso por participar de estupro coletivo

Vítima de estupro coletivo diz que quer Justiça

Vítima de estupro coletivo diz que quer Justiça

A Justiça negou, na noite desta quarta- feira (13), o pedido de soltura feito pela defesa do subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal, Irineu Marques Dias. Ele está preso desde o último sábado (9), suspeito de ter participado de um estupro coletivo em Águas Lindas de Goiás.

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Uma jovem, de 25 anos, denunciou o crime que teria sido praticado por seis homens (veja mais abaixo). Três deles foram presos em flagrante: o subtenente Irineu, de 44 anos, o irmão dele, Daniel Marques Dias, de 37 anos, e Thiago de Castro Muniz, de 36 anos.

O pedido, negado negado pelo Tribunal de Justiça de Goiás, havia sido feito no domingo (10), mesmo dia em que o TJGO converteu a prisão dos três suspeitos em preventiva (por tempo indeterminado). O advogado deles, Marcelo Almeida Alves, disse aog1 que vai entrar com novo pedido de soltura nesta quinta (14).

Conforme a delegada Tamires Teixeira, os investigados vão passar por audiência de custódia ainda nesta quinta. "Agora, vão reavaliar novamente sobre a prisão deles", disse a responsável pela investigação policial.

O caso foi registrado, inicialmente, na Delegacia Regional de Águas Lindas, mas passou a ser apurado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Outros três homens que, segundo a vítima também participaram do estupro, são procurados pela Polícia Civil de Goiás.

Estupro e fuga

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A vítima contou que a festa começou na noite de sexta-feira (8) e iria até domingo (11). Segundo a jovem, ao amanhecer de sábado, ela foi convidada por duas mulheres para dormir em um quarto.

No entanto, depois de um tempo, as duas saíram e a deixaram sozinha. Conforme a vítima, um homem entrou no quarto e começou a tirar a roupa.

Ela disse que, depois de mostrar que estava armado, o homem a estuprou. A jovem contou ainda que, após a agressão, ele deixou a arma dentro de um guarda-roupa, como forma de ameaça, e saiu do quarto.

Foi quando outros homens passaram a se revezar para estuprá-la. A vítima disse que, durante todo o tempo, gritou por socorro, mas não foi atendida.

Bombeiros de Goiás resgatam mulher vítima de estupro coletivo — Foto: Reprodução

Bombeiros de Goiás resgatam mulher vítima de estupro coletivo — Foto: Reprodução

Depois dos abusos ela conseguiu fugir, inclusive usando a camiseta do subtenente, e encontrou duas pessoas na rua, que a ajudaram. O Corpo de Bombeiros foi chamado e a vítima levada ao hospital e, em seguida, à delegacia.

Seis pessoas foram presas, mas a jovem reconheceu apenas três. A arma usada no crime seria de Irineu. Em entrevista, a vítima disse que quer Justiça.

"Quero a prisão de todos eles e que isso não aconteça com mais ninguém", diz a jovem que prefere manter a identidade sob sigilo.

O que diz a defesa dos presos

"O Escritório Almeida Advogados e Consultores, por meio de seus Advogados, vem a público se manifestar com relação ao suposto fato ocorrido na cidade de Águas Lindas de Goiás/GO, no último sábado, 09/10/2021, em que se propaga a informação de “estupro coletivo” de uma jovem na mencionada cidade. Pois bem, nesse particular a Defesa dos Acusados nega de forma categórica a prática de tal crime, ressaltando, inclusive, que o Policial Militar que ora sofre as consequências da acusação infundada, não esteve no local dos fatos durante a madrugada conforme narrado pela suposta vítima, pois estava há pelo menos 50 km de distância, em seu local de trabalho, chegando ao local dos fatos somente pela manhã, conforme será comprovado às autoridades competentes em momento oportuno.

Vale esclarecer ainda, que os Acusados NÃO foram submetidos a audiência de custódia quando da conversão da prisão preventiva, conforme determina o Conselho Nacional de Justiça e que, portanto, será interposto as medidas judiciais cabíveis."

Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.


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