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'Foi uma saga para provar que eu estava viva', diz moradora de São Paulo

Moradora de São Paulo, Tânia Aparecida Gonçalves há mais de 20 anos não tem emprego formal. Ao pedir o auxílio em abril deste ano, descobriu que era dada como morta pelo governo. Ela passou por um périplo para comprovar que estava viva. Revelado pelo Estadão no dia 7 de junho, o caso de dona Tânia só foi resolvido no fim de setembro, quando ela começou a ser receber o benefício.

Paola Carvalho, da Rede Brasileira de Renda Básica, precisou acionar o Ministério Público para que dona Tânia recebesse o auxílio.
Paola Carvalho, da Rede Brasileira de Renda Básica, precisou acionar o Ministério Público para que dona Tânia recebesse o auxílio.
Foto: Facebook/Reprodução / Estadão

"Enfrentei muitos problemas, não é melodrama. Eu entrei em depressão. Fiz de tudo: catei latinha, não tenho vergonha, fiz faxina, e vivi de doações de cesta básica", conta sobre o período em que ficou sem o auxílio. "Pedi nos primeiros dias e disseram que eu estava morta. Aí começou a minha saga para mostrar que eu estava viva."

Com esse atraso, a paulistana não deve receber todas as parcelas do auxílio a que teria direito, caso não tivesse havido o erro do governo.

A diretora das Relações Institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, Paola Carvalho, acionou o Ministério Público e a Defensoria Pública para que o benefício de Tânia fosse concedido. "Tudo demorou muito tempo. A dona Tânia teve de ir para rua no meio da pandemia", disse Paola. "As coisas já não estavam bem, aí a gente se vê desesperada, sem nenhum tostão, sem nada", conta Tânia que deve receber a segunda parcela do auxilio dia 27.

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