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Morre Raymundo Magliano Filho, ex-presidente da Bolsa de Valores

Raymundo Magliano Filho, então presidente da Bovespa, durante entrevista em abril de 2005 — Foto: Heloisa Ballarini/Estadão Conteúdo/Arquivo

Raymundo Magliano Filho, então presidente da Bovespa, durante entrevista em abril de 2005 — Foto: Heloisa Ballarini/Estadão Conteúdo/Arquivo

Morreu na manhã desta segunda-feira (11), aos 78 anos, o empresário Raymundo Magliano Filho, ex-presidente da Bolsa de Valores brasileira. A causa da morte não foi divulgada.

"Perdemos hoje um dos nossos fundadores, um dos pioneiros do mercado de capitais e uma das pessoas que mais incansavelmente nos ajudaram a transformar, inovar e nunca perder o espírito de quem aprende", disse a B3 em nota de pesar encaminhada à imprensa.

Nascido em São Paulo, Magliano Filho começou a trabalhar cedo juntamente com o pai no comando da corretora Magliano Investe, fundada em 1927, a mais antiga a operar na bolsa brasileira.

Formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Varga (FGV), ele presidiu a Bovespa entre os anos de 2001 e 2008, quando ela se fundiu com a BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) para formar a B3. Antes, ele havia sido vice-presidente da bolsa entre 1997 e 2000.

Segundo a B3, uma das principais marcas da gestão de Magliano à frente da Bolsa foi o programa por ele desenvolvido para a popularização do mercado de capitais no Brasil. Batizado de Bovespa Vai Até Você, o programam foi lançado em 2002 e chegou a mais de 300 mil pessoas.

“Não há demonstração mais inequívoca do legado e do profundo reconhecimento que devemos ao dr. Magliano Filho do que o fato de a B3 ter hoje 3 milhões de investidores pessoas físicas chegando ao mercado de capitais. Ele plantou a semente da democratização e do acesso à bolsa e não há orgulho maior para nós do que ajudar a colher esses frutos”, disse o atual CEO da B3, Gilson Finkelsztain.

Além de presidir a bolsa por sete anos, ele também comandou a Federação Ibero-Americana de Bolsas e foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) do Governo Lula.

Raymundo Magliano Filho, então presidente da Bovespa, durante entrevista em abril de 2005 — Foto: Heloisa Ballarini/Estadão Conteúdo/Arquivo

Raymundo Magliano Filho, então presidente da Bovespa, durante entrevista em abril de 2005 — Foto: Heloisa Ballarini/Estadão Conteúdo/Arquivo

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