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Viagens corporativas caem 40% no 1º semestre ainda sob impacto da pandemia

Passageiros circulando pelo Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Passageiros circulando pelo Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista — Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A receita com viagens corporativas, um dos segmentos que mais sofreram com a pandemia de Covid-19, apresentou uma queda de 39,6% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e foram divulgados nesta segunda-feira (16).

As operações totalizaram R$ 1,427 bilhão, considerando todos os segmentos atendidos pelas empresas do setor, em comparação aos R$ 2,364 bilhões de janeiro a junho do ano passado. A queda na comparação com o ano passado é explicada pelo fato de a pandemia ter prejudicado os negócios apenas depois do dia 15 de março de 2020.

Em relação a 2019, antes da pandemia, quando as vendas somaram R$ 5,570 bilhões, a queda atinge 74,3%, conforme a Abracorp.

Na hotelaria, somando nacionais e internacionais, o faturamento caiu de R$ 690 milhões, no primeiro semestre de 2020, para R$ 572 milhões no mesmo período deste ano. No aéreo, o faturamento caiu de R$ 1,426 bilhão para R$ 722 milhões, menos 49,3%.

Segundo o presidente executivo da Abracorp, Gervásio Tanabe, em alguns segmentos, apesar dos números ainda ruins, já é possível ver uma luz no fim do túnel. Como exemplos, estão o setor de locação de automóveis, no qual houve uma recuperação comparados os primeiros semestres de 2020 com 2021, e hotelaria nacional, também com receitas acima de 2020 e próxima à de 2019.

“Mas ainda há grandes dificuldades pela frente neste segundo semestre. Com a evolução da campanha nacional de vacinação e perspectiva da liberação dos eventos, que em alguns estados já começa a ocorrer, os reflexos, com certeza, serão positivos e poderá haver uma retomada mais rápida das viagens corporativas e melhoria dos negócios no setor”, afirma, em nota.


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