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Bovespa tem alta de quase 2% com alívio por China e antes de Fed e Copom

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta quarta-feira (22), à medida diminuíam os temores com uma possível crise no setor imobiliário da China e antes das decisões sobre juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e do Comitê de Política Monetária (Copom).

Às 11h30, o Ibovespa subia 1,71%, aos 112.133 pontos. Na máxima até o momento chegou a 112.524 pontos. Veja mais cotações.

Entre as maiores altas do dia, Vale saltava mais de 5% e Usiminas tinha alta de quase 9%, impulsionadas pela alta do preço do minério de ferro.

Na terça-feira, a Bolsa fechou em alta de 1,29%, aos 110.249 pontos, após cinco pregões negativos seguidos. Com o resultado, passou a acumular queda de 7,18% na parcial do mês e de 7,37% no ano.

Já o dólar opera com pequenas variações.

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Cenário

No exterior, as principais bolsas tinham alta, com os receios sobre a gigante imobiliária chinesa Evergrand diminuindo depois que a incorporadora negociou um pequeno acordo com credores, acalmando os temores de calote iminente, que poderia desencadear caos financeiro global.

"O pagamento de parcela de dívidas, que vencem amanhã, serão honradas por uma subsidiária e continuam sendo oferecidos imóveis com desconto para credores que aceitem a troca da dívida por estes ativos. A expectativa é que o governo chinês interfira na empresa, com possível estatização", avaliou a equipe da Mirae Asset.

Com isso, cotações de commodities reagiram, como do minério de ferro, levando consigo ações de empresas brasileiras ligadas ao setor. No porto de Qingdao, a commodity teve salto de 16,84%, para US$ 108,70.

O foco dos mercados agora se volta para a decisão de política monetária do Fed, às 15h (horário de Brasília). O banco pode revelar planos de começar a reduzir suas medidas de estímulo relacionadas ao coronavírus.

No Brasil, o Banco Central do Brasil anuncia, a partir das 18h30, a nova taxa de juros. A expectativa da maioria dos analistas do mercado é de que a Selic deverá ser elevada em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano, dando continuidade ao ciclo de aperto monetário.

A projeção dos economistas é de que a taxa Selic continue avançando nos próximos meses para conter a inflação, e que atinja 8,25% ao ano no fechamento de 2021.

Variação do Ibovespa em 2021 — Foto: g1

Variação do Ibovespa em 2021 — Foto: g1


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