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Gigante chinesa Evergrande anuncia pequeno acordo para dar breve alívio ao mercado

Conjunto habitacional Evergrande Oasis desenvolvido pelo Evergrande Group, em Luoyang — Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Conjunto habitacional Evergrande Oasis desenvolvido pelo Evergrande Group, em Luoyang — Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

A gigante imobiliária chinesa Evergrande, que está à beira da falência, anunciou nesta quarta-feira (22) um pequeno acordo com um credor local, para evitar o calote dos juros de um título, e que deve aliviar a tensão na economia global. A situação do grupo, com uma dívida acumulada de mais de US$ 300 bilhões, ainda mantém os mercados internacionais em suspense.

Em comunicado à Bolsa de Valores de Shenzhen (sul da China), sua subsidiária Hengda afirmou ter negociado um plano para pagar os juros de um título vencido, estimado em US$ 35,9 milhões.

O comunicado, no entanto, não menciona o pagamento dos juros de outro título que vence nesta quinta (23).

Este pacto representa um breve descanso para a incorporadora imobiliária, que emprega 200.000 pessoas, está presente em mais de 280 cidades e afirma gerar 3,8 milhões de empregos indiretos na China.

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Analistas indicam que a ação representa um alívio momentâneo para os mercados.

"Para que a confiança se transforme em algo mais significativo, o mercado terá que observar os planos mais amplos de reestruturação da Evergrande", declarou à Bloomberg Gary Dugan, chefe executivo da Global CIO Office.

Entenda a crise

Fundada na década de 1990, Evergrande experimentou um crescimento frenético alimentado por um grande endividamento que agora ultrapassa US$ 300 bilhões.

Na semana passada, o grupo admitiu estar "sob tremenda pressão" e reconheceu a possibilidade de não conseguir cumprir suas obrigações.

A situação de Evergrande, com cerca de 1,4 milhão de casas em construção para serem entregues, gerou protestos de clientes, fornecedores e investidores temerosos de perder dinheiro.

Seu presidente e fundador, Xu Jiayin, disse a sua equipe esta semana que o grupo "pode sair de seu momento mais sombrio em breve".

A empresa contratou especialistas para tentar evitar o colapso e, segundo informações da Bloomberg, os reguladores estaduais também enviaram uma equipe de assessores para ajudar o grupo.

Os temores de falência da Evergrande e de um contágio à economia chinesa e mundial afetaram as Bolsas esta semana.

O diretor de pesquisa macroeconômica do Banco Asiático de Desenvolvimento, Abdul Abiad, afirmou que "as reservas de capital do sistema bancário da China são suficientemente fortes para absorver um impacto, inclusive do tamanho da Evergrande, caso isto aconteça".

"Isso garante uma vigilância cuidadosa porque o setor imobiliário é um componente importante da economia chinesa (...) Se o setor imobiliário for impactado, isto pode ter efeitos para o conjunto da economia chinesa", completou.

Miriam Leitão comenta crise da Evergrande

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