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Dólar se firma em alta, a R$ 5,51, enquanto Bolsa se descola do exterior e cai

Após ter iniciado a tarde próximo da estabilidade, mas oscilando no negativo, o dólar parece ter se firmado em alta ante o real, em linha com o cenário para os demais países emergentes. No meio da tarde desta quinta-feira, 14, a moeda tem leve alta, cotada a R$ 5,51, enquanto a Bolsa brasileira (B3) cai 0,4%, descolada do movimento de alta do mercado de Nova York.

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A maior parte das moedas emergentes se desvalorizavam frente à divisa americana, com exceção da lira turca, em alta de 0,38%, e o peso chileno, de 1,15%. Por aqui, uma alta mais forte da moeda foi contida pelo Banco Central no mercado, que vem ofertando contratos extraordinários de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado de futuro.

Às 16h26, o dólar subia 0,17%, a R$ 5,5186, enquanto o Ibovespa tinha queda de 0,41%, aos 112.988,54 pontos, ante uma alta de 1,47% do Dow Jones e de 1,64% do S&P 500.

Aqui, as incertezas internas dificultam à Bolsa acompanhar o clima positivo do exterior. Além do crescente ambiente global de insegurança em relação à inflação, que também pesa para as moedas emergentes, as dúvidas relativas à saúde fiscal do país seguem atormentando o investidor. Ao cenário, agregou-se ainda desconforto com a intervenção do Congresso na política de preço dos combustíveis, com mudança no peso do ICMS sobre o item, o que desagradou os governos estaduais.

No noticiário da última hora, destaque também para a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, que afirmou acreditar que a inflação global - uma das principais fontes de incerteza do mercado atualmente - é transitória. Ela alertou, contudo, para o fato de que a elevação da cotação de commodities já leva bancos centrais de países emergentes a subir juros para conter subida dos preços ao consumidor.

A preocupação dos mercados globais com quão duradoura será a inflação tem afetado a busca por ouro pelos investidores, como forma de proteção de carteira. Hoje, o metal fechou em alta de 0,18%, pelo terceiro dia consecutivo, após ter elevação de 2% ontem na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), influenciado também pela desvalorização do dólar.

Nas notícias corporativas, destaque para as ações da EDP, que caíam 0,63% após uma de suas subsidiárias, a Pequena Central Hidrelétrica, arrematar os ativos de transmissão da goiana Celg Par com ágio de 80,10% em relação ao preço inicial de R$ 1,097 bilhão. A percepção do mercado é de que a empresa pagou prêmio significativamente acima dos concorrentes.


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