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Pernambucanas turbina varejo físico com previsão de 19 novas lojas até o fim deste ano

RIO - A rede varejista Pernambucanascumpre uma agenda agressiva de nacionalização da marca, com investimentos em inaugurações de dezenas de lojas físicas desde o ano passado. O CEO do grupo, Sergio Borriello, conta em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast que prevê inaugurar mais 19 lojas antes que se inicie 2022, praticamente uma inauguração a cada dois dias. Desde janeiro, já foram abertas 38 unidades. O objetivo é encerrar este ano com 57 inaugurações, totalizando 469 lojas espalhadas por 12 Estados e Distrito Federal.

A programação de inaugurações para os próximos dias inclui três lojas no Estado de São Paulo, sete no Rio de Janeiro, duas no Rio Grande do Sul, duas em Pernambuco e as demais em Sergipe, Espírito Santo, Paraná, Tocantins e Distrito Federal.

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Embora não haja ainda uma meta fechada para 2022, Borriello espera alcançar pelo menos o mesmo número de aberturas de estabelecimentos que em 2021.

"Não pretendo abrir menos lojas", disse o executivo, que prevê espaço ainda para avançar nas inaugurações de filiais da rede em shopping centers. "Temos uma marca que não estava nacionalizada, estamos nacionalizando essa marca."

Ele reconhece as dificuldades que permeiam o cenário econômico brasileiro no curto prazo, como incertezas econômicas e políticas relacionadas à renda da população e à política fiscal. Ressalta, porém, que os investimentos miram o médio e longo prazos, com expectativas de fortalecimento da demanda doméstica no País.

"Se, ao invés de você olhar o cenário do Brasil pelo próximo ano, você olhar os próximos cinco, os próximos dez, isso diminui as incertezas, porque o Brasil é um país de grande potencial, de alta demanda interna, um país que tem muito ainda que se desenvolver", afirma o CEO em uma análise sobre a ampliação de investimentos.

"Em uma empresa de 113 anos como as Pernambucanas nós temos ciclos maiores do que exatamente ano que vem. Vamos lidar com as incertezas do ano que vem, mas não vamos deixar de investir, porque nossa amplitude de investimentos, de visão, é um pouco maior do que essa. Eu não tenho dúvida de que todo esse cenário vai gerar alguma retração, porém também não tenho dúvida de que não vamos deixar de investir, porque essa incerteza acaba gerando oportunidade de curto prazo, de a gente recuperar e renacionalizar a companhia", acrescentou.

Crescimento também no comércio eletrônico

O ano de 2020, marcado pelo choque inicial provocado pela crise sanitária, já tinha sido profícuo para a varejista: a rede abriu 38 lojas. A meta de alcançar 50 inaugurações foi freada pela pandemia de covid-19, que num primeiro momento obrigou o fechamento temporário de estabelecimentos comerciais não essenciais, entre eles os do grupo Pernambucanas. No entanto, a crise abriu oportunidades, relata o executivo, como a de ocupar espaços deixados pela concorrência em diferentes cidades, além de turbinar as vendas online.

"Parece sempre que quando a gente fala em expansão física a gente não está falando da expansão digital ou vice-versa. No fundo são as duas coisas que estão acontecendo", afirmou Borriello. Ele conta que, em 2020, o faturamento da rede via comércio eletrônico teve um salto de 1.100%."Este ano estamos crescendo 500% (em relação ao faturamento de 2020)."

Com a melhora na pandemia, o avanço da imunização da população contra a covid-19, a maior circulação de pessoas e mais filiais inauguradas, a rede aumentou neste ano as vendas físicas, fazendo com que a participação das operações online no faturamento do grupo encolhesse de 7% em 2020 para cerca de 5% atualmente. "Sempre que a loja fica mais tempo aberta, a participação do e-commerce diminui", justificou.

Durante a pandemia, o executivo notou um aumento "sensível" na demanda por artigos de cama, mesa e banho e um "boom inicial muito grande" com relação a informática e celulares por causa do home office. "Por outro lado, o mercado de vestuário sofreu muito, cosméticos também."

Para as vendas de Black Friday e Natal, o executivo garante que os estoques foram planejados e abastecidos com antecedência, o que permite preços competitivos e expectativa de aumento nas vendas, com exceção de aparelhos de telefonia celular, que passam por problemas de oferta devido à escassez de chips nas fábricas.

"Eu pretendo vender muito mais vestuário, pretendo vender muito mais cama, mesa e banho, mas no celular tenho dúvida por conta dessa falta de abastecimento (de chips)", ponderou.

Outra aposta de expansão do grupo é por meio do braço financeiro, a fintech Pefisa, responsável pelo desenvolvimento e gestão de produtos como cartões, empréstimo pessoal e seguros. A empresa já tem cinco lojas físicas independentes, embora apenas três sejam abertas ao público em geral. "A gente pretende dobrar esse número já em 2022", afirmou o executivo.

A meta é alcançar 50 lojas Pefisa em diferentes cidades do País até o fim do ano que vem. A ideia é que a financiadora aumente seu alcance para além dos serviços prestados via consumidores das Pernambucanas.


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