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Dois de cada três profissionais levam marmita para o trabalho - Notícias - R7 Economia

Com a disparada da inflação, a marmita ganha cada vez mais espaço como aliada do trabalhador brasileiro que busca economizar para manter o orçamento em dia. De acordo com levantamento da Sodexo, quase dois terços dos profissionais (65%) costumam levar a quentinha para o trabalho.

Há também as pessoas que costumam almoçar em restaurantes que oferecem o prato feito (17,22%), seguido das que costumam comer em restaurante por quilo (14,68%) e em restaurantes à la carte (3%).

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A opção das marmitas já era adotada pelo trabalhador antes do avanço da inflação, quando 33,15% afirmavam levar a própria refeição para a empresa por considerar ser essa uma refeição mais barata.

A aposta maior nas marmitas surge no momento em que os trabalhadores passaram a gastar, em média, R$ 40,64 com o almoço fora de casa nos dias de expediente, segundo pesquisa realizada pela ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador).

Entre os adeptos às marmitas, 25,36% preferem a quentinha por se tratar de comida caseira, seguido de 22,82% que passaram a utilizar da alimentação após a alta dos preços, sendo que apenas 18,67% declararam que mesmo com a inflação, preferem comer em restaurante.

Willian Tadeu Gil, diretor de relações institucionais da Sodexo Benefícios e Incentivos, afirma que o cenário inflacionário desafiador que atinge o setor de alimentos e, consequentemente, o bolso do trabalhador brasileiro. Ele recorda que o vale-refeição passou a durar apenas 13 dias desde 2020.

"É importante que as empresas se mantenham atentas ao cenário atual para ajustar sempre que necessário o valor do benefício aos seus colaboradores a fim de cobrir os dias úteis. É por meio dele que as pessoas encontram a oportunidade de manterem uma alimentação balanceada e de qualidade, condição para a manutenção da saúde e de sua boa produtividade", diz Gil.

A pesquisa mede também com que frequência a opção da marmita é utilizada na semana. Para 51,72%, sempre; 20,63%, de duas a três vezes por semana; 20,27%, nunca e apenas 7,38%, uma vez por semana. Entre os dias da semana, o sábado (55,23%), a sexta-feira (43,27%) e a segunda-feira (27,04%) são quando não preferem levar a quentinha.

Mas quando se trata do lazer do final de semana, 43,28% afirmam que ainda continuam frequentando restaurantes, mas não como antes; 40,52% declaram que não frequentam mais restaurantes por não terem mais condições financeiras para isso e 16,21% que continuam frequentando restaurantes normalmente.


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