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Dólar desafia movimento externo e cai 1% ante real com fluxo estrangeiro

O dólar chegou a subir mais de 1% pela manhã, mas com o pregão em curso perdeu ritmo, virou e caía na mesma magnitude nesta sexta-feira, influenciado por entradas de recursos pela perspectiva de parada na alta dos juros.

Notas de dólares02/08/2011REUTERS/Yuriko Nakao
Notas de dólares 02/08/2011 REUTERS/Yuriko Nakao
Foto: Reuters

O real atipicamente descolava de seus pares, ostentando o segundo melhor desempenho global numa curta lista de seis moedas que batiam o dólar no dia.

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Os demais 27 principais rivais da divisa norte-americana sofriam expressivas perdas, após dados bem mais fortes do mercado de trabalho dos EUA reavivarem expectativas de nova grande alta de juros pelo Fed.

Às 16:40 (de Brasília), o dólar à vista recuava 1,08%, a 5,1662 reais na venda. A moeda variou entre 5,279 reais (+1,08%) e 5,1658 reais (-1,09%).

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,90%, a 5,2040 reais.

Enquanto isso, o índice do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos saltava 0,8%. O dólar subia entre 0,3% e 1,8% ante pares do real como peso mexicano, peso chileno e peso colombiano.

Mas não era apenas o mercado de câmbio que performava bem nesta sexta. A bolsa paulista caminhava para fechar sua terceira semana de ganhos, e na renda fixa as taxas de juros embutidas em contratos de DI na B3 --uma medida das perspectivas para os custos dos empréstimos-- seguiram em queda nos vértices de longo prazo mesmo depois do tombo da véspera.

"O gringo está entrando para aplicar nos juros, já que chegou o fim do ciclo (de alta da Selic)", disse um gestor que preferiu não ser identificado.

Os vértices longos da curva de DI --tradicionalmente os mais visados pelos estrangeiros-- caíam cerca de 10 pontos-base no fim da tarde. A queda dos juros por sua vez eleva o apelo da renda variável, o que ajuda a explicar o Ibovespa ter superado os 107 mil pontos mais cedo.

"Acho que esse movimento (de ingresso de dinheiro estrangeiro) vai continuar", disse Vinicius Alves, macroestrategista-chefe da Tullett Prebon, segundo o qual o não residente já havia tempo que queria entrar, mas era desestimulado pela perspectiva de o juro seguir em alta.

"Ele agora vê espaço para entrar, não se importa em ter pedido uma semana de movimento (de perda de prêmio na curva). Agora o jogo é quando cai o juro (Selic)", afirmou.


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