Carregando...

Bolsa tem leve alta de 0,14%, e dólar é cotado a R$ 5,20

Após oscilação na virada da manhã e também no fim da tarde, o Ibovespa se reconectou ao sinal de Nova York, embora sem deslanchar, vindo de perda de 2,17% antes do feriado de 7 de setembro. Nesta quinta-feira, 8, fechou em leve alta de 0,14%, a 109.915,64, tendo operado abaixo dos 109 mil na mínima da sessão, no começo da tarde, a 108.618,97 (-1,04%), menor nível intradia desde 1º de setembro. Já o dólar terminou o dia cotado a R$ 5,20, recuo de 0,61%.

No piso do dia, o Ibovespa virava de ganho para perda em setembro, de 0,77%. Ao fim da sessão desta quinta-feira, ainda sustenta alta de 0,36% no mês, com retração de 0,86% na semana - no ano, sobe 4,86%. Moderado, o giro desta quinta pós-feriado ficou em R$ 24,8 bilhões, após bom volume de negócios, de R$ 31,2 bilhões, na terça-feira.

  • Empresário é assassinado após ser sequestrado em São Paulo
  • Rock In Rio: saiba quais foram os cachês mais caros da história do festival
  • As notícias do dia você acompanha na capa do Terra; confira!
Bolsa tem leve alta de 0,14%, e dólar é cotado a R$ 5,20 Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O 7 de setembro sem maiores atribulações foi um dado positivo para a retomada dos negócios, mas, acima da disputa eleitoral - até aqui sem causar maior volatilidade para a Bolsa -, o cenário externo, de elevação de juros e enfraquecimento da atividade econômica, mantém-se como principal 'driver' também na B3. Na quarta-feira, 7, nos Estados Unidos, o Livro Bege, sumário das condições econômicas compilado pelas unidades regionais do Federal Reserve, mostrou que 9 de 12 distritos relataram alguma moderação de preços, embora a inflação americana ainda permaneça em nível muito elevado considerando o histórico do país.

"O Livro Bege trouxe esta boa notícia no momento em que inflação, nível de atividade e de juros são preocupações centrais. E nesta quinta veio a decisão do Banco Central Europeu (BCE), com a alta de 0,75 ponto porcentual na taxa de juros de referência, em linha com a expectativa majoritária do mercado", diz Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos.

"A última vez que o BCE elevou as taxas em 0,75 ponto porcentual foi um ajuste técnico de três semanas para suavizar o lançamento do euro em janeiro de 1999?, observa Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos, acrescentando que a inflação na zona do euro, apesar da correção de curso em andamento no BCE, tem se acelerado, chegando a 9,1% em agosto no acumulado em 12 meses, muito acima da meta oficial, de 2% ao ano.

Câmbio

O dólar à vista recuou na sessão desta quinta-feira (8), devolvendo parte do ganho de 1,63% registrado na terça-feira (6), quando o pregão foi marcado por aversão ao risco e cautela em torno de possível aguçamento das tensões políticas no 7 de setembro. Segundo operadores, fluxo positivo, correção de postura excessivamente cautelosa no pré-feriado e ajuste à valorização das divisas emergentes ontem, quando o mercado local estava fechado, deram fôlego à moeda brasileira nesta quinta.

Em queda desde a abertura, o dólar chegou a romper o piso de R$ 5,20 nas primeiras horas de negociação, quando desceu até a mínima de R$ 5,1820 (-1,07%). Esse movimento se dava na contramão do avanço da moeda americana frente a divisas fortes e emergentes pela manhã, em meio ao reforço das apostas em uma postura agressiva do Federal Reserve, após discurso do presidente da instituição, Jerome Powell.

No início da tarde, quando as bolsas em Nova York viraram para o negativo, arrastando o Ibovespa, que chegou a perder a linha dos 109 mil pontos, o dólar spot reduziu bastante a queda e o contrato futuro para outubro operou pontualmente em terreno positivo. No restante do pregão, com melhora do humor nas bolsas nos EUA e fortalecimento de pares latino-americanos do real, como peso mexicano e chileno, o dólar voltou a trabalhar em queda firme por aqui. No fim do dia, a moeda era negociada a R$ 5,2062, em baixa de 0,61%, passando a apresentar recuo de 0,41% na semana.

"A maioria das moedas de países emergentes está apreciando, com destaque para real. Vale lembrar que na quarta, com os mercados fechados no Brasil, o dólar depreciou contra a maioria das moedas, então isso explica em parte a performance do real nesta quinta", afirma o especialista em mercados internacionais do C6 Bank, Gabriel Cunha.


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*