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SUS: o que dizem os planos de governo dos candidatos à Presidência

Os programas de governo registrados pelos candidatos à Presidência trazem metas e propostas para a saúde. A maior parte dos candidatos define como prioridade investir mais no Sistema Único de Saúde, o SUS, para assegurar atendimento amplo à população.

Entre as políticas propostas, estão: retomar programas já implementados, como Mais Médicos e Farmácia Popular; promover campanhas nacionais de vacinação, em especial infantil; e promessa de reduzir a fila para atendimentos básicos.

Confira, a seguir, detalhes de cada proposta. A ordem é a mesma em que os candidatos aparecem na última pesquisa de intenção de votos.

Lula (PT)

O candidato a presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concede entrevista à imprensa após reunião com o vice da sua chapa, Geraldo Alckmin (PSB), no QG de campanha dos dois, casa que foi sede de consultoria de Delfim Netto, no Pacaembu, zona oeste de São Paulo, nesta sexta-feira, 19 de agosto de 2022.— Foto: ISAAC FONTANA/CJPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato a presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concede entrevista à imprensa após reunião com o vice da sua chapa, Geraldo Alckmin (PSB), no QG de campanha dos dois, casa que foi sede de consultoria de Delfim Netto, no Pacaembu, zona oeste de São Paulo, nesta sexta-feira, 19 de agosto de 2022. — Foto: ISAAC FONTANA/CJPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato do PT diz que a saúde tem sido tratada com descaso pelo governo federal e que deve retomar políticas adotadas quando esteve na Presidência. Defende retomar programas de vacinação, fortalecer o SUS e recriar políticas, como Mais Médicos e Farmácia Popular.

"É urgente dar condições ao SUS para retomar o atendimento às demandas que foram represadas durante a pandemia, atender as pessoas com sequelas da Covid-19 e retomar o reconhecido programa nacional de vacinação. [...] Nos governos Lula e Dilma, a saúde foi tratada como uma política pública central, como um direito de todos os brasileiros e brasileiras e como um investimento estratégico para um Brasil soberano. Reafirmamos o nosso compromisso com o fortalecimento do SUS público e universal, o aprimoramento da sua gestão, a valorização e formação de profissionais de saúde, a retomada de políticas como o Mais Médicos e o Farmácia Popular, bem como a reconstrução e fomento ao Complexo Econômico e Industrial da Saúde [...] Com políticas de saúde integral, vamos fortalecer no SUS as condições para que todas as mulheres tenham acesso à prevenção de doenças e que sejam atendidas segundo as particularidades de cada fase de suas vidas", defende a proposta do petista.

Jair Bolsonaro (PL)

Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional — Foto: Reprodução/TV Globo

Jair Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional — Foto: Reprodução/TV Globo

O candidato à reeleição pelo PL elenca, em seu plano de governo, medidas adotadas pelo governo federal durante a pandemia do novo coronavírus, como a compra de vacinas e distribuição de respiradores pulmonares aos estados.

"A problemática da saúde é extremamente complexa e, com inúmeras variáveis intervenientes, é recorrente às campanhas políticas em todas as partes do mundo e em todas as épocas. No Brasil não é diferente e cresce de importância quando se leva em conta a imensidão territorial e os aspectos socioeconômicos diversos que caracterizam nossa nação. Sem saúde não há como uma população prosperar [...] Com o intuito de avançar no fortalecimento do Sistema Nacional Único de Saúde, buscando garantir sua universalização, descentralização, humanização e a democratização de seus serviços, outros programas importantes também precisam ser continuados e consolidados [...] Finalmente, a obtenção dos objetivos estratégicos definidos no Plano de Governo 2023-2026 no âmbito da saúde exige avançar no aprimoramento da gestão do Sistema Único de Saúde – SUS, ampliando e melhorando a articulação entre os setores público e privado (complementar e suplementar) mediante o aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação e aumento da eficiência e a equidade do gasto, com adequação do financiamento às necessidades da população", diz o documento.

Ciro Gomes (PDT)

Ciro Gomes — Foto: Adriano Machado/ reuters

Ciro Gomes — Foto: Adriano Machado/ reuters

O candidato do PDT propõe o "resgate e a reconstrução do SUS". Dentre as propostas, estão a estruturação de uma central de regulação e parcerias com a iniciativa privada, retomar grandes campanhas de vacinação e estímulo a policlínicas nos estados e municípios. O plano de governo coloca como meta produzir nacionalmente medicamentos que hoje são importados e retomar o programa Farmácia Popular, com remédios em valor mais em conta.

"O resgate e a reconstrução do SUS, que vem sendo sumariamente desestruturado pelo governo federal, é primordial e será uma das primeiras medidas a serem adotadas por nosso governo. Será necessário estruturar uma central permanente de regulação e firmar parcerias com a rede privada para reduzir, em um ano, a grande fila de atendimento a todo tipo de demandas [...] Vamos também valorizar a classe médica, que tem salvado vidas no país, em especial durante a pandemia. Vamos discutir, no âmbito do SUS, a estrutura da carreira de médicos, mecanismos de atratividade, qualificação, reconhecimento e estímulo ao bom desempenho, com cobrança de resultados. E, simultaneamente, vamos reforçar e aprimorar a formação dos médicos e clínicos gerais", afirma o programa.

Simone Tebet (MDB)

Candidata do MDB à Presidência da República, Simone Tebet, em Curitiba — Foto: Reprodução/RPC

Candidata do MDB à Presidência da República, Simone Tebet, em Curitiba — Foto: Reprodução/RPC

A candidata do MDB tem entre suas diretrizes "recuperar a credibilidade do Ministério da Saúde". Tem como propostas elevar participação da União no financiamento do SUS, integrar o governo federal com estados e municípios, reduzir fila para exames, consultas e cirurgias, bem como expandir ações como o Saúde da Família.

"A pandemia também deixou um legado de desafios na saúde. O primeiro deles é reduzir a fila de espera por consultas, exames e cirurgias. Reestabelecer de forma gradual a participação da União no financiamento do SUS e investir em prevenção e atenção primária, com auxílio da tecnologia e fortalecimento da Estratégia Saúde da Família. Cuidar da saúde para não ter que tratar só da doença [...] Regionalizar os serviços do SUS de forma que eles sejam prestados por todo território nacional de forma mais equânime possível; Apoiar Santas Casas e hospitais filantrópicos, com revisão da tabela de remuneração dos procedimentos prestados ao SUS; Promover a assistência a dependentes de álcool e outras drogas, fortalecer a capacitação e os serviços de assistência primária, secundária e das unidades terapêuticas e de reabilitação nos hospitais da rede SUS", afirma o documento.


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