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Justiça do RJ marca julgamento que decide legalidade de intervenção na CBF

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) vai decidir, na próxima terça-feira (9), a validade da decisão que anulou a eleição do presidente afastado, Rogério Caboclo, e instituiu uma intervenção na CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Atualmente, após diversas brigas judiciais, a entidade é comandada pelo presidente interino, Ednaldo Rodrigues.

Em julho deste ano, o juiz Mario Cunha Olinto Filho, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decidiu anular a assembleia-geral da CBF que mudou a forma de votação para a presidência da entidade, e elegeu Rogério Caboclo para a presidência, em abril de 2018.

Com isso, o magistrado ordenou uma intervenção na CBF, que seria liderada pelo presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos. Os dois interventores teriam a tarefa de organizar novas eleições presidenciais em 30 dias.

Reviravolta

Entretanto, após uma reviravolta judicial, o TJ-RJ revogou, em agosto deste ano, a decisão que determinava uma intervenção na CBF. O despacho foi feito pelo desembargador Luiz de Mello Serra, da 19ª Câmara Cível após um recurso impetrado pela entidade.

Dessa forma, a decisão de quem assumiria a presidência da instituição, após o afastamento de Caboclo, voltaria aos poderes dos próprios dirigentes da confederação.

Com isso, o Conselho de Administração da CBF escolheu Coronel Nunes como presidente da CBF até que as investigações de assédio sexual e moral contra Rogério Caboclo fossem concluídas. Meses depois, Nunes foi substituído pelo baiano Ednaldo Rodrigues, com o aval de 23 das 27 federações estaduais de futebol.

Caboclo está afastado do cargo por pelo menos 21 meses, por decisão da Comissão de Ética da CBF, após ser denunciado por quatro funcionários da entidade, sendo três mulheres e um homem.


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