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Wada revisará regra que proíbe maconha no atletismo

A Agência Mundial Antidoping (Wada) anunciou que está avaliando se a maconha permanecerá na lista de substâncias proibidas pela entidade.

Richardson foi excluída das Olimpíadas por testar positivo para a substância
Richardson foi excluída das Olimpíadas por testar positivo para a substância
Foto: EPA / Ansa - Brasil
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Segundo a Wada, uma revisão científica da cannabis será iniciada no próximo ano. Com isso, a substância continuará sendo proibida ao longo de 2022.

A iniciativa surgiu na esteira do caso envolvendo a velocista Sha'Carri Richardson, excluída dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, após testar positivo para a substância em junho.

A agência antidopagem contou que a revisão da regra também ocorre "após solicitações de várias partes interessadas".

A exclusão de Richardson das Olimpíadas gerou um grande debate sobre a presença da maconha na lista de substâncias proibidas da Wada. Diversas celebridades, atletas e políticos definiram a regra como desatualizada e desnecessária.

Sebastian Coe, chefe da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), afirmou que "não é irracional" solicitar uma revisão do status da cannabis.

Richardson, de 21 anos, revelou recentemente que usou a maconha para ajudar a lidar com a morte da sua mãe. A velocista recebeu uma suspensão de um mês, pouco tempo depois de vencer os 100m nas seletivas olímpicas dos Estados Unidos, em Oregon.

De acordo com as regras, o teste positivo para a substância pode render uma suspensão de até quatro anos. No entanto, a pena pode ser reduzida para três meses se o atleta comprovar que o consumo não foi relacionado para melhorar seu desempenho esportivo..
   


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