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Simone Biles pede a dissolução do Comitê Olímpico dos EUA em carta ao Congresso

Quase um mês depois de testemunhar em um painel do Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos sobre os erros do FBI na investigação de abusos sexuais cometidos por Larry Nassar, ex-médico da equipe americana de ginástica artística, Simone Biles se juntou às ex-ginastas McKayla Maroney, Aly Raisman e Maggie Nichols para enviar uma carta ao Congresso americano nesta semana. O grupo pede a dissolução de toda a diretoria do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC, na sigla em inglês) por causa dos crimes.

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A carta foi endereçada aos senadores Richard Blumenthal e Jerry Moran, e nela as quatro ginastas, que estão entre as mais de 200 vítimas de Larry Nassar, afirmam que a principal prioridade do USOPC era "ocultar a culpabilidade e evitar a responsabilização".

"A diretoria do USOPC não tomou nenhuma ação investigativa depois de saber que Nassar era um agressor. Fazemos esse pedido após anos de paciência, deliberação e compromisso não correspondido para aprender com nosso sofrimento e tornar o esporte seguro para as gerações futuras. Acreditamos que as ações anteriores da diretoria demonstram uma relutância em confrontar os problemas epidêmicos com abusos que atletas como nós enfrentamos e uma recusa contínua em buscar uma reforma verdadeira e necessária do quebrado sistema olímpico", afirmou um trecho da carta.

O Congresso tem o direito, desde agosto do ano passado, de dissolver a diretoria do Comitê caso sejam encontradas evidências de que a organização não cumpriu seu propósito. "Acreditamos que é hora de o Congresso exercer sua autoridade sobre a organização que criou, substituindo toda a diretoria do USOPC por uma liderança disposta e capaz de fazer o que deveria ter sido feito há muito tempo: investigar com responsabilidade o problema sistêmico de abuso sexual dentro das organizações olímpicas, incluindo o USOPC, e todos os esforços para escondê-lo", disseram as ginastas.

O USOPC defendeu a forma como está lidando com o caso de Larry Nassar, alegando que implementou as reformas de governança mais abrangentes das duas últimas décadas.

Em fevereiro de 2018, Larry Nassar foi condenado a até 360 anos de prisão por ter molestado 265 mulheres. As vítimas ainda buscam reparação da USA Gymnastics (Federação Americana de Ginástica, na sigla em inglês) e do Comitê Olímpico Americano.


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