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Sunderland confirma bi do Dakar nas motos. Giroud leva taça nos quadriciclos

Sam Sunderland conquistou o Dakar nas motos pela segunda vez
Sam Sunderland conquistou o Dakar nas motos pela segunda vez
Foto: F.Gooden/DPPI/ASO / Grande Prêmio

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12ª etapa - Bisha - Jedá

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Deslocamento: 516 km

Trecho cronometrado: 164 km

Percurso total: 680 km

A 44ª edição do Dakar, o maior e mais famoso rali do mundo, terminou nesta sexta-feira (14) na mesma cidade onde o correu a largada, em 1º de janeiro, em Jedá, na Arábia Saudita. A desafiadora prova coroou um bicampeão na mais clássica das suas disputas, nas motos. O britânico Sam Sunderland, a bordo da moto da GasGas, conquistou a taça na esteira de luta feroz pela liderança ao longo de toda a competição.

Sunderland, de 32 anos, repetiu o feito de 2017, quando estava na KTM, e conquistou o Dakar pela segunda vez. Mesmo tendo vencido apenas uma especial na edição de 2022, o britânico alcançou o triunfo no maior rali do mundo principalmente em razão da sua regularidade e por ter cometido poucos erros ao longo da prova.

A conquista de Sunderland representa também a primeira vitória da GasGas no Dakar. A marca espanhola, adquirida pela austríaca KTM em 2019, entra para o seleto grupo de marcas campeãs da prova nas motos ao lado de Yamaha, Honda, BMW, Cagiva e a KTM, que venceu consecutivamente entre 2001 e 2019 — exceção feita a 2008, quando o Dakar não foi realizado.

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Sam Sunderland nos braços de Pablo Quintanilla e Matthias Walkner (Foto: F.Gooden/DPPI/ASO)

O campeão vibrou com a conquista depois de ter vivenciado uma última etapa deveras complicada. "Sinceramente, não poderia estar mais feliz. Esta última etapa foi tão difícil, tão estressante… Muita navegação, muitas notas complicadas, algumas vezes um pouco confusas e sem ter certeza de que estava no caminho certo".

"Nos últimos dez minutos, não tinha certeza se tinha vencido. Agora eles me falaram e, nossa, um sonho realizado. Tive uma temporada muito difícil, mas quando você ganha o Dakar, tudo vale a pena", comemorou.

Na curta especial desta sexta-feira, entre Bisha e Jedá, na Arábia Saudita, a vitória ficou com o chileno Pablo Quintanilla. O sul-americano precisava não apenas terminar bem, mas contar com um revés de Sunderland para chegar ao título do Dakar. O britânico, bastante experiente, apenas marcou seu adversário mais próximo e, com o oitavo lugar na etapa, a 3min25s de Quintanilla, confirmou a conquista do título.

A diferença que separou os três primeiros mostra o quão dura foi a disputa do Dakar nas motos ao longo de 12 dias de disputa em solo saudita. Sunderland teve 38h47min30s de tempo total de prova e apenas 3min27s de frente para Quintanilla, da Honda. Matthias Walkner, da KTM, concluiu o Dakar em terceiro, com 6min47s de atraso para Sunderland na classificação geral.

Adrien Van Beveren, que novamente ficou muito perto de vencer o Dakar e foi o líder da prova até a antepenúltima etapa, terminou a competição em quarto lugar com a Yamaha, a 18min41s do tempo do líder, enquanto Joan Barreda, outro piloto que despontou com chances reais de vencer a prova, foi o quinto na classificação geral, com 25min42s para o vencedor. José Ignacio Cornejo Florimo, companheiro de equipe de Quintanilla e Barreda na Honda, foi o sexto colocado depois de 12 dias de prova.

Ricky Brabec, também da Honda, foi o sétimo colocado do Dakar 2022 nas motos, seguido Andrew Short, da Yamaha. Mason Klein, norte-americano como Short, terminou em nono a bordo de moto KTM da equipe BAS, enquanto Toby Price, com a equipe de fábrica da marca austríaca, foi o décimo no Dakar.

Alexandre Giroud conquista o título nos quadriciclos

Enquanto a luta pelo título do Dakar 2022 nas motos foi definida somente na última etapa, a competição dos quadriciclos foi bem mais previsível. Dos 20 pilotos que largaram em Jedá, sete chegaram à rampa da vitória nesta sexta-feira. Venceu quem conseguiu terminar a prova sem tantos problemas: Alexandre Giroud, da França, venceu o maior rali do mundo pela primeira vez.

Ao centro, Alexandre Giroud comemora seu primeiro título de Dakar (Foto: F.Gooden/DPPI/ASO)

O piloto passou a ter vida mais tranquila depois que seus adversários diretos pelo título foram ficando pelo caminho: o campeão do ano passado, Manuel Andújar, Giovanni Enrico e, por fim, Pablo Copetti. Outro piloto que sempre que esteve nas trilhas mostrou potencial até para brigar pelo título foi o brasileiro Marcelo Medeiros. Vencedor de duas especiais, o maranhense sofreu uma quebra na quinta especial e ficou sem qualquer chance de buscar a taça.

Foi justamente na quinta etapa que Giroud venceu sua primeira especial no Dakar e, desde então, assumiu a liderança geral da prova para não mais perdê-la.

Nesta sexta-feira, o francês só administrou a ampla vantagem, de mais de 2h, para confirmar a conquista do Dakar nos quadriciclos. A vitória na especial ficou com o argentino Francisco Moreno, enquanto Kamil Wisniewski, da Polônia, foi o segundo. Medeiros completou o pódio, com Zdenek Tuma em quarto e Giroud em quinto lugar.

Na classificação geral, Giroud terminou com 2h21min11s de vantagem para Moreno, vice-campeão, Wisniewski foi o terceiro colocado. Medeiros, em razão da punição de 14h46min em razão da quebra na quinta etapa, terminou com 22h05min05s de atraso para o líder, na sexta posição nos quadriciclos.

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