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Análise: Corinthians transforma veneno em remédio e se cura de jogos que já se mostraram difíceis

Por Marina Bufon

A chuva antes da partida entre Corinthians e Portuguesa-RJ, pela volta da terceira fase da Copa do Brasil, não desanimou os jogadores que entraram em campo, em uma escalação novamente surpresa, seja no papel ou na prática. O jogo terminou 2 a 0 (poderia ser mais) e, com isso, a classificação para as oitavas aconteceu.

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Veneno em algumas partidas, o gol cedo (aos sete minutos) tornou-se remédio para o Timão na noite da última quarta-feira, na Neo Química Arena. Foi o primeiro tento de Júnior Moraes com a camisa do clube desde sua chegada, com a janela aberta pela guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele foi para os braços da torcida e comemorou o desencanto.

Antes, o time tinha, ao contrário, sofrido em outras ocasiões com gols cedo: diante do São Paulo, pelo Paulistão; Always Ready, pela Libertadores; e contra a própria Lusa, na ida. Desta vez, porém, resolveu experimentar a estratégia e aprovou o gosto.

Contra uma equipe técnica e financeiramente inferior, conseguiu o gol cedo e, ainda assim, foi para cima com a finalidade de garantir a classificação também antecipada, com Gustavo Silva, Adson, novamente Moraes… E foi Giuliano, que havia dado uma assistência "sem querer" no primeiro tento, quem ampliou.

No segundo tempo, houve administração de resultado sim, porém, a equipe se mostrou muito paciente (como sempre pede Vítor Pereira) para tentar encontrar espaços na defesa adversária, que simplesmente se fechou e buscava um contra-ataque certeiro, que acabou não vindo.

O time poderia ter feito mais gols, mas eles não fizeram falta, porque houve dominância total do Corinthians, do começo ao fim. Em momento algum o torcedor pensou que a Lusa poderia fazer um gol ou empatar. É assim que deve ser em jogos considerados menos complicados, com todo o respeito ao adversário.

"Quem nos transmite confiança é a torcida, não o contrário. Nos sentimos na obrigação. Na preleção, eu disse a eles: o clube vendeu 35 mil ingressos, numa quarta à noite, como que nós, contra um time da Série D, não correspondermos em termos de entrega? Às vezes em termos de qualidade não conseguimos. É entrega, é paixão, é respeito… Nunca podemos falhar nisso em relação à torcida. Digo isso para repetir fora de casa também. Essa mentalidade tem que fazer parte do nosso DNA. Empate não nos chega. O hábito de vencer tem que estar no DNA, isso também vai se construindo, essa mentalidade mais agressiva", disse Vítor Pereira na coletiva.

Tendo preservado alguns de seus principais atletas, como Renato Augusto e Willian, além de outros desfalques, como Fagner e Róger Guedes, a tendência é que a sequência difícil que virá agora (Internacional e Boca Juniors) também possa apresentar algumas gotas desta organização e tranquilidade, ainda que os adversários sejam mais qualificados.


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