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Vítor Pereira diz que é preciso experiência para gerir elenco do Corinthians

Na vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa-RJ, nesta quarta-feira (11), onde o Corinthians garantiu a sua classificação às oitavas de final da Copa do Brasil, o técnico Vítor Pereira trouxe um time com constante variação tática entre sistemas durante os 90 minutos. Mas o treinador admite que para fazer isso acontecer, mesmo sem muitos treinamentos, é necessários experiência.

Corinthians, de Vítor Pereira, chegou ao seu quarto jogo seguido sem derrotas (Foto: Reprodução/Corinthians TV)
Corinthians, de Vítor Pereira, chegou ao seu quarto jogo seguido sem derrotas (Foto: Reprodução/Corinthians TV)
Foto: Lance!

E essa qualidade é importante justamente para fazer com que os atletas assimilem as ideias de jogo, independentemente da formação, ainda que o calendário do futebol brasileiro seja de partidas encavaladas e pouco tempo para trabalhos do dia a dia.

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- É preciso experiência. Quanto menos treinos temos, mais objetivos temos que ser. Não podemos desperdiçar treinos. Treino tem que ser direcionado para promover os comportamentos, porque se perdemos tempo com coisas que não são fundamentais, como tempo é curto no Brasil, e colocar para jogar em dois sistemas quase sem eles perceberem. Porque vai se introduzindo devagar, e quando veem estão jogando em um esquema diferente que as peças se alterem. Montar o xadrez e continuar atacar e defender da mesma forma, porque os grandes princípios são comuns aos dois sistemas - disse o treinador em entrevista coletiva após o triunfo.

Vítor foi sincero em dizer que não sabe quando o elenco estará em ponto de assimilação do seu trabalho, mas deixou claro a forma que queria que o time jogasse.

- Não faço a mínima ideia (de quando o elenco vai assimilar as ideias dele). Eu acredito que se houvesse mais tempo, a forma que com que eu gostaria que minha equipe jogasse é uma forma intensa, dinâmica, algo que eu não tive tempo de incrementar, e uma transição defensiva fortíssima para jogar no campo do adversário - pontuou Vítor.

Entre essa implementação de filosofia está gerar crescimentos nos atletas mais jovens. Contra a Lusa carioca, Vítor Pereira promoveu a entrada de algumas pratas da casa, como Giovane e Wesley. O treinador admitiu que gostaria que a equipe fizesse o terceiro gol no segundo tempo para promover a entrada de outros jogadores jovens.

- Fazer crescer, tornar mais maduro, gerar consciência tática. Estão numa fase que se começar a entender que as vezes precisa acelerar, as vezes desacelerar, e que o time as vezes precisar pressionar alto e as vezes precisam compactar. Esse crescimento vão ter, mas é uma alegria grande, porque eles tem vontade. Esses jogadores da base, que vão ao treino, é um gosto, porque eles vêm cheio de energia e aumentam a intensidade do treino, porque tem qualidade técnica. É uma questão de ter qualidade e tempo - destacou VP.

Enquanto não encontra o ponto ideal de trabalho, Vítor Pereira está em busca de uma regularidade técnica da equipe, para que em vez de oscilar atuações grandes e decepcionantes acumule apresentações em bom nível. Ainda assim, o técnico deixou claro que espera um espírito de competitividade independentemente da qualidade do desempenho.

- Prefiro em jogar um nível mais abaixo do que em nível alto em um jogo e baixo no outro. Espero uma equipe consistente. O que não pode mudar é a nossa atitude no dia a dia. Não nos colocarmos nem de joelhos, nem na ponta dos pés. Quero uma equipe serena, com atitude de homens, que podem falar em alguns momentos, mas estou aqui para fazer os meus jogadores melhores jogadores e melhores pessoas - afirmou VP.

Confira outras respostas de Vítor Pereira na entrevista coletiva:

Confiança quando joga em casa e mantê-la fora

- Quem nós traz vida e confiança é a torcida. Hoje na palestra pre jogo eu disse que o Corinthians vendeu 32 mil ingressos em uma quarta às 21h30, com toda gente tendo que trabalhar no dia seguinte, vindo com pressa do emprego. Então como é que nós, contra um time da Série D não é possível corresponder em termos de entrega?! As vezes em qualidade não se consegue, mas e a entrega, a paixão, o respeito. Nunca podemos falhar com respeito à nossa torcida, e ter a intenção de nós entregar de corpo e alma no jogo. Eles (torcedores) que transmitem essa confiança e vontade de jogar em casa. Mas digo a eles (jogadores) que temos que jogar fora de casa com a mesma confiança para ganhar os jogos. Ganhar tem que se tornar um hábito. Empate tem que ser algo que nos deixa mal dispostos e sem dormir. Só se um empate permitir classificação. Essa mentalidade tem que ser a que faz parte do nosso DNA o hábito de vencer e de ganhar. E essa mentalidade vamos construindo.

- Diferenças nos esquemas táticos

- Não podemos comparar a exigência do jogo em Cali com o daqui, são coisas e adversários diferentes. Gosto um pouco dos sistemas híbridos, onde o que pretendemos é desmontar os adversários, que estão a espera de uma coisa no jogo e entregamos outra. Se trabalharmos isso durante o jogo, adaptações, isso exige trabalho e maturidade tática. É uma coisa que vai se construindo com o tempo e dar oportunidade a todos para fazer sentir importante. Os mais jovens temos ansiedade para que venham para um nível que possam manter nos dois tempos. Esse é o trabalho que temos pela frente.

- Vitória sem Du Queiroz e Renato Augusto

- O que eu tentei dizer (na entrevista coletiva após a vitória sobre o Bragantino) é que eu comparei o Renato e o Du que tem idades diferentes. São jogadores que tem valia, mas tem os demais jogadores. Comparei Renato e Du porque com a idade que têm não posso correr risco de perder. Temos que começar a olhar a minutagem dos jogadores e ver que quando eles começam a ficar com minutagem excessiva, e tirar eles. Eles não são máquinas, seja Renato ou Du. Temos que tirar para que eles zerem ou quase se recuperem, porque a fadiga não é só muscular, é essencialmente central. Eu tô cansado, mas eu não corro. Estar concentrado cansa mais até do que ponto de vista muscular. Quando começamos a ficar cansado no sistema nervoso central, o que tá acontecendo comigo, ele começa a não dar respostas. Quando começo a ficar cansado eu começo a descoordenar. Não são só lesões musculares, Paulinho não foi. Nós começamos a descoordenar. Quando vejo que o jogador começa a descoordenar funções ele está quase a se machucar. Se não colocar para descansar, ele vai lesionar. Se a gente fosse com o Willian para o jogo corríamos o risco. Ele poderia até dizer que dava a minha função é podar mesmo se ele queira muito ir para prevenir lesões. Com esse calendário, essa tem que ser a nossa realidade, mesmo tendo a primeira parte boa e uma segunda sorte que acho que não foi boa. Vamos jogar dois jogos grandes são complicados, principais contra inter e boca, temos que gerir isso mesmo que tenha mudar o sistema.

Jogadores lesionados

- Prefiro que sejam honesto comigo e fala que estão sentido, para eu poder ter com o departamento médico um diálogo constante. Quando o jogador tem certa experiência e conhecem o corpo e sabem que tem que parar. Os garotos já é mais difícil porque tem vontade de jogar e treinar e acabam escondendo um pouco as lesões.

Trabalho de base

Temos jogadores de qualidade, gosto de ter espaço, e com essa sequência dar espaço nos treinos e nas escalações de jogo, dar chance de trabalharem e que evoluam. Temos o Giovane, Felipe, Wesley, Matheus (Araújo), Biro, gente de qualidade, (Léo) Maná, Robert (Renan). Trabalho da base tem qualidade. Cabe a mim a responsabilidade de arrumar espaço para eles e tê-los perto de nós o mais rápido possível para ajudar crescer. Mantuan, Adson, João Victor, Raul, Piton, o Du, Gustavo (Mosquito), muita gente que só precisa de mais tempo espaço e aprendizado para chegar a um nível mais alto.

Jogo contra o Inter

Podemos perder o primeiro lugar, e se perdemos seja que entremos outra vez ao trilho das vitórias e preciso reagir. É manter o foco. Não vamos ganhar sempre vamos perder jogos, mas temos que ter mentalidade d enganar e perder ser algo que deixa mal dispostos. Vamos cair algumas vezes, mas os homens se distinguem pela capacidade de cair e levar de novo.


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