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Drugovich vence corrida 2 na Holanda e fica mais perto de título da F2. Fittipaldi é quinto

Felipe Drugovich
Felipe Drugovich
Foto: Dutch Photo Agency/Divulgação / Grande Prêmio

Felipe Drugovich venceu a corrida principal da rodada da Holanda, realizada neste domingo (4), em Zandvoort. O piloto da MP largou na pole-position, se defendeu bem do ataque de Jack Doohan e caminhou tranquilo para conquistar a sua quinta vitória na temporada 2022 da Fórmula 2.

Richard Verschoor terminou em segundo, com Ayumu Iwasa completando o pódio.

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O sol brilhou no céu em Zandvoort para a corrida principal da F2. Os termômetros marcavam 22°C, a mesma do asfalto, enquanto a umidade relativa do ar girava em torno de 69%.

Na largada, Drugovich se colocou por dentro e impediu qualquer tentativa de bote de Jack Doohan, que freou forte para não bater no piloto da MP. Só que a brecada do australiano acabou comprometendo a corrida de Logan Sargeant, que vinha em terceiro e perdeu totalmente o traçado, passando reto ainda na curva 1 e caindo para último.

Na sequência, tentando recuperar posições, o americano se afobou e tocou na traseira de Ralph Boschung, escapando novamente, mas dessa sem sorte: Sargeant bateu forte, de frente, contra a barreira de proteção na curva 7, dando adeus à prova.

Logan Sargeant bateu forte na Holanda (Foto: Reprodução/F2)

O incidente provocou primeiro a intervenção do safety-car, mas a direção de prova optou pela bandeira vermelha para realizar a retirada do carro da Carlin, além do reparo da proteção de pneus no local. Com quatro voltas completadas, o top-10 era composto da seguinte forma: Drugovich, Doohan, Hauger — num ótimo início, pulando de sétimo para terceiro — Verschoor, Iwasa, Lawson, Novalak, Armstrong, Cordeel e Vesti. Enzo Fittipaldi aparecia imediatamente atrás do grupo após largar em 13º.

Nos boxes, Théo Pourchaire optava por uma mudança de estratégia para se manter vivo na disputa do título. De pneus duros para a relargada, ao contrário dos compostos macios do início, a intenção do francês, já em 13º após largar em 16º, era esticar o máximo possível o stint antes da parada obrigatória e, com isso, subir mais posições no grid.

A relargada foi em movimento, e Drugovich segurou bem o primeiro lugar, puxando o pelotão. Atrás, Fittipaldi, de pneus macios, começou a pressionar Vesti na briga pela zona de pontuação, efetuando a ultrapassagem no giro seguinte.

Na volta 8, Calan Williams era o primeiro a fazer o pit-stop regulamentar, enquanto Jehan Daruvala rodava na brita, mas volta para a corrida, evitando novo safety-car.

Na frente, Drugovich começava a sofrer ataque de Doohan, mas o australiano fritou pneus o máximo na curva 1, comprometendo totalmente o estado da borracha. Não demorou muito para a Virtuosi passar a mensagem de boxes pelo rádio.

Outros pilotos começaram a parar, entre eles Hauger, que vinha em terceiro, Novalak, companheiro de Drugovich na MP, e também Fittipaldi, que já surgia em nono antes da troca. O líder, no entanto, permanecia na pista, a 1s3 de Doohan, que ainda tentava aproveitar os compostos macios antes da troca obrigatória.

Na volta 13, Doohan parou para colocar pneus duros, mesmo giro em que entrou nos boxes também Iwasa. E Drugovich veio no embalo, voltando à pista com pneus de faixa branca e à frente de Doohan, na nona posição.

Verschoor entrou nos boxes no 15º giro, e a Trident fez um ótimo trabalho na troca, devolvendo o piloto colado em Doohan. Ele chegou a estar à frente do australiano, mas com os pneus mais frios, acabou perdendo o virtual segundo posto, porém se valeu do pit-stop ruim de Hauger para entrar na briga pelo pódio.

Dois giros depois, Marino Sato entrou para a sua troca, mas saiu do pit-lane reclamando de vibração na roda dianteira esquerda. A resposta veio poucas curvas depois: o pneu se soltou, e o piloto bateu forte no muro, causando nova entrada do safety-car.

Na pista, os pilotos que apostaram nos pneus duros no início ainda permaneciam sem a parada oficial, e as primeiras posições eram ocupadas por Lawson, Armstrong, Vesti, Pourchaire, Nissany e Boschung. Caberia ao neozelandês da Carlin, portanto, ditar o ritmo na relargada.

A relargada tumultuada em Zandvort (Foto: F2)

Quando a direção de prova liberou a saída do safety-car, Lawson puxou o trenzinho, porém retardando ao máximo o momento para a retomada da aceleração. Só que a turma do pelotão de trás resolveu acelerar antes, e o resultado não poderia ser outro: batida coletiva envolvendo Doohan, que foi acertado por Verschoor e bateu no muro, Tatiana Calderón e Clement Novalak.

O safety-car veio pela terceira vez foi acionado. Para Doohan, um lamento, já que o piloto vinha em mais uma grande corrida, confirmando a boa performance vista nas últimas corridas.

Mais uma relargada, na volta 26, e, dessa vez, Lawson deu o pé bem antes da curva que trás para a reta principal. A partir desse momento, a direção de prova determinou que a corrida terminaria no limite de tempo, restando mais 12 minutos a serem disputados. Com as posições reestabelecidas após as últimas paradas, Drugovich voltava à liderança, trazendo agora Verschoor em segundo e Iwasa na terceira posição. Fittipaldi, em mais uma ótima corrida, já era o quinto colocado.

Nos dez minutos finais, Verschoor começou a tirar a diferença, ficando a menos de 1s do brasileiro, permitindo ao holandês a abertura de asa na disputa pela ultrapassagem. Mas Drugovich respondeu na sequência, abrindo 1s3 e barrando a investida do piloto.

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